Cadê o inconsciente que estava aqui?

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Por  Fabiana Tessaro1

Uma nova estrutura do aparelho psíquico nos é apresentada por Freud em 1923. Uma de suas maiores obras metapsicologicas, é em o “Eu e o ID” que a noção de inconsciente se dissolve, não se tratando mais de um lugar e sim de uma qualidade,
um status de uma ideia.

 



O modelo topográfico do aparelho psíquico que fora dividido entre inconsciente, pré-consciente e consciente, já não era suficiente para explicar determinados fenômenos da clínica. 

Havia algo além disso...  O inconsciente não poderia ser um único local na psique, havia outros tipos “continua certo que todo reprimido é inconsciente, mas nem todo inconsciente é também reprimido” (Freud, 1923). O Eu do sujeito até então inteiramente conectado ao consciente, tinha um que de inconsciente também. O inconsciente do Eu exercia efeitos tal como o reprimido e demandava trabalho específico para torná-lo consciente.

Foi a prática e a observação clínica que o conduziu a segunda tópica, a psique agora é dividida entre Eu, ID e Super EU. Essas três instancias se interagem, se conversam, se conflituam entre si. Para qualificar o ID, nossa instancia psíquica mais primitiva, Freud se inspira no conceito de isso de Georg Groddeck, um algo psíquico estranho, inquietante e inconsciente. O Eu é um grande mediador entre as exigências e pulsões do ID, o mundo externo e o Super Eu, esse senhor conservador, severo e cheio de exigências.

Freud iniciou seu percurso na psicanálise no final do sec. XIX e a partir dessa obra datada de 1923 toda sua teoria precisou ser revista. Apesar de seus erros e acertos, a trajetória e o legado de Freud são incontestavelmente dignos de admiração e respeito.

 

1Aluna do Programa de Formação em Psicanálise da EPP.

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