A fantasia é uma peça do quebra-cabeça trazido pelo paciente, ou deve ser tratada como estratégia para montagem desse quebra-cabeça?

Por  Silvio Ribeiro da Silva 1

A tese principal associada à comunicação preliminar está ligada a como os teóricos, Freud e Breuer, entendiam ser o sintoma presente algo ligado a um trauma acontecido no passado. Para eles, o trauma encontrava sua origem na infância. É curioso pensar que eles entendiam ser a relação entre o trauma e o sintoma algo não diretivo, ou seja, um não era necessariamente consequência do outro.

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O Equívoco da Teoria da Sedução

Por Maria Teresa Manfredo 1

A chamada teoria da sedução presente na obra de Sigmund Freud é resultado de uma série de modelos teóricos que começam a ser apontados, por exemplo, em seu texto de 1893, de título “Sobre o Mecanismo Psíquico dos Fenômenos Histéricos: uma Conferência - Comunicação Preliminar”. Nele, grosso modo, Freud trata da patogênese dos sintomas histéricos, sempre sugerindo que as causas do desenvolvimento de tais manifestações devem ser buscadas no âmbito da vida psíquica.

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A Sedução Freudiana

Por Jose Claudio de N. Gonçalves 1

O fim do século XIX na Europa foi marcado por escândalos políticos, inquietação social e conflitos, mas também foi uma época de grande progresso social e científico.  Nesse campo, em 1983 Breuer e Freud publicam em periódicos médicos quase que simultaneamente em Berlim e Viena o texto conhecido como “Comunicações Preliminares”, onde expõem as conclusões que haviam chegado até então resultantes das experiências terapêuticas que conduziam a partir do que conheciam do trabalho de Charcot em relação ao tratamento dos sintomas histéricos.

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Solidão e cuidado de si em tempos de isolamento social

Por Marcelo Moya 1

Certamente em algum momento da sua vida e pelas mais diversas razões você já teve que lidar com o sentimento de solidão. E neste período de pandemia, com os desdobramentos das medidas sanitárias de isolamento social e de seus inevitáveis efeitos colaterais na sociedade, este tema volta a ganhar destaque.

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Entre homens, ratos, lobos e lobisomens: Casos clínicos de Freud

Por  Camila Avila1

"O gato preto cruzou a estrada/ Passou por debaixo da escada/ E lá no fundo azul/ Na noite da floresta/ A lua iluminou/ A dança, a roda, a festa.../ Vira! Vira! Vira!/ Vira! Vira!/ Vira Homem/ Vira! Vira!/ Vira! Vira! Lobisomem.../ Bailam corujas e pirilampos/ Entre os sacis e as fadas/ E lá no fundo azul/ Na noite da floresta/ A lua iluminou/ A dança, a roda, a festa.../ Bailam corujas e pirilampos/ Entre os sacis e as fadas"/ (João Ricardo e Luli)

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O Complexo de Édipo para Freud e Klein: suas implicações

Por  Raquel C. R. Mariano1

A leitura do ser humano pode ser feita por diferentes ópticas, isso se aplicou tanto para Freud quanto para Klein, ambos psicanalistas de fundamental importância e de grande contribuição para o desenvolvimento da psicanálise. Freud, acreditava que o Complexo de Édipo tinha início próximo dos 4-5 anos, que o super-ego era herdeiro desse complexo e o núcleo do seu trabalho era fundamentado na sexualidade infantil, enquanto para Melanie Klein, o Complexo de Édipo tinha início muito mais cedo, por volta de 1 ano e 6 meses, 2 anos, o núcleo do seu trabalho era genuinamente a inveja e o super-ego já existia muito antes que o Freudiano.

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Sexualidade infantil na psicanálise

Por  Willian Fausto Lourenço1

No início da teoria metapsicológica de abordagem do inconsciente (a primeira tópica), Freud compreendia o aparato psíquico conformado por três áreas topográficas (modelo territorial): 1. Consciência: lugar de memórias e emoções atuais, onde se “toma” decisões estando em contato direto com o mundo externo; 2. pré-consciente: lugar de conteúdos ora conscientes ora inconscientes, como por exemplo muitas das memórias que mencionamos antes, pois só se fará consciente quando necessário for e logo voltará a ser inconsciente; e 3. Inconsciente: a princípio, o que não é capaz de ser consciente. 

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