A arte grega e a psicologia/ Uma vida dedicada à alma

by Administrador

Por Marisa Neves1

Numa hora decisiva, Fênix recorda ao jovem o fim para que fora educado: "Para ambas as coisas: proferir palavras e realizar ações."

1-Introdução
O artigo "A arte grega e a psicologia/ uma vida dedicada à alma’’ nos remete uma lembrança maravilhosa desse período de rara beleza tanto cultural como educacional, que foi o período em que a arte se nutria da beleza tanto da arquitetura como dos mais belos sentimentos da alma.

Tem como objetivo contribuir com o crescimento cultural daqueles que também bebem nas fontes do passado para dar respostas ao mundo moderno.

A Grécia foi o apogeu do ser humano, a ideia de uma cultura superior de onde derivou-se todas as virtudes e esplendor de beleza das artes e da filosofia. O link com a psicologia se dará de forma gradual, onde a arte é quem dirá para a psicologia de nossos medos, nossas angústias, e nossos desafios através do tempo, ao confrontar uma com a outra.

Não foi em vão que a Grécia foi o berço de uma humanidade que pôs acima de tudo o apreço pelo trabalho. "A nossa cultura não é sinônimo de atraso, espiritual e camponês não é insulto. A própria Ilíada e a Odisseia nos é contada primitivamente pelos trovadores nas residências dos nobres’’.

2-Fundamentação teórica

Intelectualidade Grega:

"A cultura Grega aparece no cenário das civilizações antigas como uma
nova e luminosa expressão de sensibilidade e de inteligência. Nos períodos
anteriores ao seu aparecimento, a alma do homem esteve absorvida na
expressão de sua emocionalidade perante uma visão mágica do universo,
constituída de vagos conceitos metafísicos e obscuras noções em relação ao
vínculo da natureza humana com a natureza dos deuses. A alma grega, é
certo, também plasmou figuras idealizadas de deusas, e povoou os espaços
infinitos, os montes ,os vales, as águas, e os bosques de seres imaginários
como os centauros, os Tritões, os Faunos, as Nereidas, curiosos habitantes de
um mundo de sonho e fantasia.’’ (A. Guido, pág.41)

"A alma helênica porém, cedo acordou para a filosofia, que é o amor ao saber.
Assim como seus templos se erguiam, sem muralhas protetoras, sobre as
alturas das acrópoles, recebendo de todos os lados, a carícia das brisas e os
raios de sol, da mesma maneira se erguia livre a inteligência helênica...’’ (A
Guido, pág.41)

Esse amor ao saber a que o povo grego tanto se agarrou para sobreviver em um mundo com tantas guerras foi absolutamente salutar para aplacar a barbárie que vinha dos povos de procedência pais rudes. O saber e o amor ampliam o intelecto amplia as fronteiras do conhecimento humano, afastando o espírito humano, tão combativo, das atividades bélicas. O homem necessita da arte não somente para sobreviver, mas para criar, cultivar e permanecer.

O estilo belo

"A serenidade clássica é substituída pela inquietação dinâmica e 
atormentada de um estilo barroquista, feito de violentos contrastes e 
dolorosas expressões patéticas, como as que encontramos no baixo-relevo 
do Altar de Zeus, em Pérgamo...’’ (A. Guido, Os grandes ciclos da arte 
ocidental, pág.50.)

Aqui destacamos a importância da expressão facial representada na arte como um símbolo humano maior e que para a psicologia representa também nossos dilemas mais ambíguos, nossas dores humanas que refletem na arte como um todo e não pode ser diferente pois a psicologia deriva da filosofia e ambas exigem a grande beleza e o grande sacrifício tanto na arte como na palavra para se construir, a psicologia une os dois para se completar e extrai deles, a sua clínica.

"No seminário livro 7: a ética da psicanálise, (1959-1960) afirma que são 
três os modos do sujeito se relacionar com o vazio da vida: o da religião
 da ciência e da arte.’’ (Fonseca e Brittes,2012)

A psicologia e a arte

Com efeito, em 1876, na sua Introdução a Estética, G.T. Fechner propôs, pela primeira vez, o termo "estética indutiva", "de baixo" (von unten), por oposição à antiga "estética metafísica" que deduzia "de cima" (von oben) a "determinação conceptual da essência objetiva do belo". O primeiro laboratório de Psicologia, fundado por Wundt em Leipzig (1878), assinalou um marco importante na história da Estética. Pode­se dizer que o reino específico da Psico­Estética Experimental nasce com Wundt, feita a ressalva de que muitos predecessores contribuíram para essa estética indutiva. Nessa mesma medida, também seria um exagero dizer que Fechner inventou a Estética Científica. De qualquer maneira, o que importa ressaltar é que o advento da Psicologia como disciplina está diretamente relacionado com a pesquisa de problemas cuja natureza é de ordem estética, tais como, os do limiar estético do crescimento, da unidade na variedade, da ausência de contradição, de clareza, de associação, de contraste, etc. Mas, no tocante ao conhecimento da Arte ou do Belo, Fechner reincide em teorias obscuras que nada possuem de experimental (Huisman, 1961). Aliás, também como observa Weber (1972, p.9) "apesar do inegável interesse de seus resultados, não parece que o método experimental tenha oferecido grandes contribuições à uma Ciência da Arte". Faltou a esses pesquisadores a condição essencial para A pesquisa de questões estéticas: a frequentação da arte. (Munro, 1969).  

Pensando nessas questões, acabamos sendo levados a uma outra, mais geral e fundamental para o início de qualquer debate sobre a arte. A pergunta é o que, justamente, se entende por arte? E essa questão é fundamental porque a partir dela é que poderemos compreender o comportamento estético. Se cada leitor pensasse individualmente em alguns exemplos de obras de arte, com toda certeza não hesitaria muito. Todos nós concordamos que a Monalisa de Leonardo Da Vinci é Arte, que os Lusíadas de Camões é Arte, que um Noturno de Chopin é Arte, que as pinturas no teto da Capela Sistina são Arte. Mas se é fácil encontrar exemplos de obras de arte, o mesmo não ocorre quando se pensa nos critérios que levam alguém a dizer porque elas são arte (Coli, 1981). Ou seja, é difícil dizer o que é Arte, sobretudo quando vemos num desses livros ilustrados e bem encadernados, os chamados livros de arte, referências aos trabalhos de um importantíssimo artista plástico contemporâneo, M. Duchamp, entre os quais um aparelho sanitário de louça, exatamente igual aos existentes no mundo inteiro ­ um objeto que passou a ser conservado em museu e exposto à visitação do chamado público de arte. No entanto, trata­-se de um objeto que não corresponde exatamente à ideia que se costuma ter da arte. E, se esse tipo de objeto nos questiona, de qualquer maneira nossas incertezas acabam se acalmando quando, após ter buscado saber o que é arte na Teoria da Arte, percebemos que o campo semântico do termo é ele próprio incerto. E que os teóricos apontam como um dos aspectos da própria arte, as dificuldades que apresenta ao enquadramento numa definição fixa, positiva. Isto é, os teóricos encontram dificuldades para delimitar as fronteiras da própria Arte, pois, de um lado, a Arte não teve sempre, nem em toda a parte, o mesmo estatuto, o mesmo conteúdo e a mesma função. O que se verifica ainda hoje. De outro lado, independentemente de qualquer pressuposto sócio­ cultural, desconfia­sse hoje muito da palavra Arte. O campo recoberto pelo conceito é extenso: entre "a obra ­prima e o esboço, o desenho do mestre e o desenho da criança, o canto e o grito, o som e o ruído, a dança e a gesticulação, o objeto e o acontecimento", é difícil traçar uma fronteira e até poderíamos nos perguntar se vale a pena traçar essa fronteira. "Porque não são apenas as teorias da arte que hesitam em atribuir­-lhe uma essência, mas a própria prática dos artistas é que desmente a todo momento qualquer definição". Assim, uma definição da arte não deve procurar contrariar esse "movimento de auto­ contestação e de invenção" que orienta a arte e "a torna literalmente inapreensível" (Dufrenne, 1982, p. 8).

A época de Homero

"Na época em que Homero compôs os seus poemas - a Ilíada e a Odisseia­,
a civilização cretense estava extinta, e extinta igualmente a das Cícladas,
de Ílion e de Mecenas. Um ciclo se encerra, e outro, o da Grécia clássica irá
começar.’’ (A. Guido, pág.43)

 

O ciclo da Grécia clássica é um presente dos gregos para a humanidade eles intuíram e viram um futuro distante e possível onde poderiam através da arte estar presente para todos aqueles que porventura fizessem parte desta visão. Penso que não conheceram o egoísmo como o povo egípcio que acreditou acordar em outra vida levando seus pertences... os gregos fizeram por amor à arte e aos povos vindouros. Eles eram também visionários e filósofos e conheciam a alma humana.

Esse conhecimento lhes proporcionou a imortalidade de algo maior que não se encontra nos prazeres do mundo, mas em uma vida forma de vida colossal adquirida por meio da verdade que se esconde através dos objetos retratados através do passado tudo o que temos, por que alguém nos deu.

Dórios e Jônios, os dois polos do espírito grego

"Os dórios austeros e práticos, belicosos e realistas, severamente
organizados e sóbrios, desenvolveram sobretudo o espírito da ordem, da
medida, da proporção da racionalidade. A severidade, a
proporcionalidade, a rigorosa racionalidade são características da ordem
dórica na arquitetura...amantes da sobriedade e da clareza’’( A. Guido,pág,44)

"Os jônios , de espírito lírico, sonhador, fantasista, opunham a severidade
dórica o gosto pela graça, a suavidade,, a esbelteza,, o sentido da beleza
aérea e livre."

 

Os espíritos livres a que muitos autores se referem, são os que mais ousaram transitar pelos campos dos sonhos e das fantasias. Esses são autores frementes das artes e de tudo que é belo e impressiona, seja pelo traço da arquitetura, se for uma escultura, seja pelo conteúdo do texto, se for uma obra filosófica, mas ambos terão o traço inegável da paixão e a suave beleza metafórica do duplo sentido, para que todos bebam e desfrutem.

Não deixa de ser uma forma de personalidade artística, mas que vem a acolher com sobriedade a visão esplêndida dos jônios por todos os tempos. 

A grande beleza

"Os deuses, segundo o pensamento antigo, criaram as formas para
manifestar a natureza , a qualidade e o caráter das coisas e dos seres. Para
os gregos as formas foram criadas para dar corpo às ideias perfeitas e
harmoniosas que estavam na mente divina. O corpo masculino ou
feminino, por exemplo, com seu sopro de vida e o encanto das suas
proporções, é a manifestação de uma ideia , a objetivação física­ de uma
ideia que esteve na mente ...Dessa concepção que ,em si, é perfeita e,
portanto, bela, nós só encontramos, em nosso mundo de percepções
sensíveis, uma vaga projeção. O artista, em consequência, deverá imaginá-­
la, a forma humana, tal, como ela seria..., radiosa e esplêndida, antes de
descer ao plano da matéria. Assim nasceu na visão estética dos gregos a
ideia da beleza." (A. Guido,pág.45)

A alma grega 


"A alma grega, porém, amou a vida , o movimento da vida, o incessante
mudar. E por isso, não podia ela conceber uma estátua para ser
contemplada apenas de frente, em perene imobilidade. Ao contrário,
ergueu-­a em sua plena corporeidade no livre espaço, para poder ser vista
de todos os lados, assumindo, assim, a estátua, de cada ponto de
observação, um novo sugestivo aspecto expressional. É que a beleza é uma
unidade de ideia apenas na mente divina, não no mundo físico das coisas
em movimento, onde aquela unidade nós só a podemos vislumbrar,
parcialmente, na variedade infinita de seus aspectos." (A. Guido, pág.45,46)

 

A função da arte

"A arte concebida como substituto da vida, a arte concebida como meio de
colocar o homem em estado de equilíbrio com o meio circundante­ trata­-se
de uma ideia que contém o reconhecimento parcial da natureza da arte e
da sua necessidade. Desde que um permanente equilíbrio entre o homem e
o mundo que o circunda não pode ser previsto nem para a mais
desenvolvida das sociedades trata-­se de uma ideia que sugere, também que
a arte não é só necessária e tem sido necessária, mas igualmente que a arte
continuará sendo sempre necessária.’’ (E. Fischer, pág.11)

"O pintor Mondrian, por sua vez, falou do possível "desaparecimento’’
da arte. A realidade, segundo ele ,acreditava, iria, cada vez mais
deslocando a obra de arte , que essencialmente não passaria de uma
compensação para o equilíbrio deficiente da realidade atual. "A arte
desaparecerá na medida em que a vida adquirir mais equilíbrio.’’
( E. Fischer, pág.11)

Uma vida dedicada à alma

Há tempos que a psicologia como ciência adquiriu a sua independência, porém, ela nunca conseguiu­-se desatrelar da arte e da filosofia como suporte para seus propósitos. O homem é um ser ilimitado e tem na imortalidade da alma um ‘’além de si próprio’’ que vai muito aquém do que a ciência pode explicar.

A psicologia se identifica nessa busca incessante por que vai além das fronteiras em busca daquilo que o ser humano procura e que está dentro e em nenhum outro lugar. Assim como a arte se veste do irreal para se representar e quanto maior a visão do artista para realizar e trazer para fora aquilo que está dentro, assim também a psicologia age; Uma transforma a dor em arte, a outra se aproveita da imortalidade para transitar pelas veredas do ser pata resgatá-­lo.

Há os céticos que não acreditam nisso, porém a esses se dá a mesma resposta que se dá quando alguém olha o teto da Capela Sistina e pergunta onde está a alma desse artista? A resposta é a mesma que se dá quando um fascista pergunta "o quê significa esse quadro?’’

O templo de Zeus, na Grécia, um presente deixado para o mundo moderno feito para durar. Também demonstra com suas colunas a fortaleza que queremos e precisamos ter para enfrentarmos as adversidades, bem como a estátua de Apolo Belvedere, com sua nudez inofensiva e sua perfeição artística, o ideal de beleza esconde por vezes a amargura nos seus mais longínquos recantos.

Tudo o que é intenso e que tem a força da alma vibra por sua própria intensidade e consegue perpassar o tempo não por que é belo, mas porque é também imortal. Todos querem manter na retina um pouco da genialidade do belo espírito, a tarefa dos museus é exatamente preservar o espírito da decadência e do vazio.

A arte grega deu muitas versões para a psicologia e para a psicanálise também. A estátua de Héracles, Niobe ferida, também personagem da mitologia grega, um deleite aos olhos da figura materna sempre pronta a dar a luz e proteger seus filhos, uma imagem que reflete a mãe ,é ela a culpada de todas as nossas mazelas! Na imagem abaixo, Niobe tenta proteger as filhas. Paira sobre elas a tristeza imanada dos deuses.

Afrodite, outra deusa com sua nudez cálida é também a mulher de nosso tempo moderno, que busca fora o que está dentro e sua beleza tão estonteante e reveladora nos detém até hoje em seus mistérios, aquela a quem desejamos com fervor e lascívia. Sua boca nos remete aos dizeres proibidos das profundezas de nossa psique.

3-­Considerações finais

"Não te amofines contra mim, Ulisses, dado que em tudo fostes o mais
ajuizado dos homens...’’ (Odisseia de Homero, pág. 298)

Os deuses desejaram que conhecêssemos suas obras, e para isso usaram os homens, espíritos mortais, caso contrário, teriam permanecido nos escombros de seu mundo imaginário. Usaram nossa imaginação, nossa inteligência e a tristeza de vivermos em desgraça para que pudéssemos dar-­lhes importância.

E a psicologia a grande "culpada’’ de dar voz à alma, é quem mais se preocupa na atualidade com os mitos, os arquétipos e com os dogmas do inconsciente. Aqui se destaca a importância da arte para o conhecimento humano e sua realização pessoal através desta, bem como o grande lastro que se forma para o estudante de psicologia principalmente porque é importante ter esse olhar para fazer paralelos com as próprias situações da vida real que estes encontrarão na clínica. O ser humano é um ser repetitivo. Através da arte, a grande beleza aprendemos a conhecer o passado, e admira-lo para não repeti­-lo.

 "Mulher, ainda não chegou o tempo de nossas provações: ainda me resta
cumprir, no futuro, um trabalho imenso, difícil, custoso. Predisse­-o a alma de
Tirésias, no dia em que baixei à morada de Hades, levado pelo desejo de
conhecer o meio de assegurar o regresso de meus companheiros e o meu. Mas
vem mulher, vamos para a cama, para desfrutar a doçura do repouso e do
sono’’. (Odisseia de Homero, pág.299)

A Arte Grega talvez tenha sido a que mais se inspirou na alma humana pra se representar e trazer à tona a exterioridade. Uma clareza de nossas dores mais profundas retratadas de dentro para fora de forma espetacular. Por essa razão os consideramos aqueles que "civilizaram’’ a rudeza do mundo. Nas cruezas das cavernas primitivas o homem ensaiou suas pinturas rupestres e toscas para retratar e dizer algo, seu grito era superior à arte, ainda não estavam prontos para a grande beleza!

Os egípcios colocaram em sua arte a "mais valia’’ e revelaram também todo o esplendor de uma época reluzente como o precioso metal que os representava.

Muitos artistas deram sua rica contribuição à humanidade pela arte, literatura, poesia, trouxeram com fúria o que de mais belo viram. São nosso patrimônio mais precioso, e quanto mais um povo se aproxima da perfeição, mais perto da alma humana ele esteve. Não importa o estilo, o importante é conseguir trazer um pouco do paraíso perdido que existe dentro de cada um de nós. A modernidade não é inimiga da arte, é apenas dona de uma natureza mais árida. À psicologia cabe apenas desvendar e trazer à tona nossas ambiguidades, primeiro para nos conhecermos, depois para melhorarmos.

4­-Referências bibliográficas

*Jaeger. Werner, Paidéia, a formação do homem grego, trad. Artur Parreira. Ed. Martins Fontes, São Paulo,1995.

*Tânia M. Fonseca, Blanca Luz Brittes, Eu sou você. ed. UFRGS, P. Alegre,2012

E. Fischer, A necessidade da arte, trad. Leandro Konder, 6ºed., Zahar ed. R.J,1977.

*A. Guido, Os grandes ciclos da arte Ocidental, Faculdade de direito Rio dos Sinos, São Leopoldo, RS,1968.

William B. Gomes, A psicologia na Grécia antiga, artigo.

*Odisséia / Homero. Trad. CARVALHO, Antonio, Pinto de­ Ed. Nova Cultural,2002

Frayze ­Pereira, João A. (1994). A alteridade da arte: estética e psicologia. Psicologia USP, 5(1­2), 35-­60. Recuperado em 22 de maio de 2016, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678­ 51771994000100004&lng=pt&tln

1Estudante de psicologia - Universidade Federal de Rio Grande­-FURG. Autora de ‘’Amado sois’’, ’’Todos los Dolores Del mundo’’ e "Prometeu não Prometeu’’, no prelo.

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