Primeiras sistematizações da técnica

Por  José Claudio de N. Gonçalves1

Quando lemos a história da psicanálise podemos acompanhar o passo-a-passo do nascimento e crescimento de uma nova disciplina. Freud percorreu um longo caminho entre experimentalmente aplicar a técnica com hipnose inspirada em Charcot, até a alcançar o desenvolvimento da associação livre, que ele chamou “a regra fundamental da psicanálise”. 

Leia mais
A Teoria da Sedução um equívoco

Por  Raul Hamilton de Souza1

A teoria da sedução, formulada por Sigmund Freud, como uma explicação para as crises de histeria de pacientes sob tratamento, está presente em seus escritos desde a chamada “comunicação preliminar”, cuja autoria se deu em parceria com Josef Breuer. Nesse escrito, a Comunicação Preliminar, já havia a concepção segundo a qual “o sintoma era trauma do passado que, quando vindo à tona, se manifestava nos sintomas neuróticos.

Leia mais
Pulsão: um elemento, vários caminhos

Por Dulce Maria Klassmann Scalzilli1

No texto de Freud “Os Instintos e Seus Destinos (1915)”, o termo Pulsão é tratado como um sinônimo para instinto. De acordo com a Fisiologia, instinto é um estímulo que vem do mundo externo para um tecido nervoso, e é descarregado para fora do corpo através de ação motora. Freud faz uma relação entre instinto e estímulo, inclui o conceito de instinto no de estímulo.

Leia mais
Freud, um infrator de suas próprias técnicas?

Por Victória Cardoso Cozza1

Após o abandono das técnicas antes utilizadas, tais como hipnose e catártica, Freud começa a aplicar a então chamada técnica psicanalítica, consistindo na utilização da associação livre que compreende a fala livre do paciente sobre tudo que vier à sua mente. No caso Dora, é possível vislumbrar a utilização de algumas técnicas da psicanálise como a interpretação dos sonhos para acessar o conteúdo recalcado de Dora e a associação livre, servindo de auxílio para trazer à tona conteúdos reprimidos ajudando na elucidação dos sintomas.

Leia mais
Anotações sobre a Interpretações dos Sonhos

Por Marta M. Kanashiro1

“Pedras sonhando pó na mina
Pedras sonhando com britadeiras
Cada ser tem sonhos a sua maneira”
(Luiz Queiroga, Noite Severina)

Publicada em 1900, a “Interpretação dos sonhos” de Sigmund Freud é um dos pilares fundamentais da psicanálise e considerada uma das grandes obras do século XX, ainda que tenha sido escrita e publicada no século anterior.

Leia mais
O trabalho do sonho na teoria Freudiana um caminho privilegiado para a manifestação do inconsciente recalcado

Por Alexandre Renaut 1

Em aparência absurdos e desprovidos de sentido, os sonhos se apresentam como uma cadeia de imagens e eventos sem nexo explícito para o olhar leigo. Para Freud, porém, estes fenômenos psíquicos têm um sentido e uma causa, e eles expressam a realização disfarçada de desejos inconscientes que estão em conflito na vida anímica do paciente. Nesta batalha, a representação conflitante é recalcada – mas o desejo segue habitando o inconsciente, buscando constantemente sua realização – e acaba achando no sonho uma forma oportuna e viável para se expressar.

Leia mais
O caso Dora e a técnica em Psicanálise: do que poderia ser um fracasso, a oportunidade para um avanço

Por Silvio Ribeiro da Silva 1

O caso Dora é um caso emblemático na história da Psicanálise e na constituição profissional de Freud. O próprio Freud assinala que este caso foi o primeiro em que ele fez uso de aportes técnicos da Psicanálise, aportes que ainda são conhecidos até hoje. Foi escrito entre dois outros grandes trabalhos do médico: ‘A Interpretação dos Sonhos’ e ‘Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade’. Trata-se de uma paciente histérica, mas não a primeira, porque antes de tratar Dora Freud já apresentara publicações com Breuer sobre outras histéricas.

Leia mais
A teoria da sedução de Freud e os pré-conceitos de gênero na tentativa de tratamento das manifestações histéricas

Por Gabriela de Souza Honorato 1

No artigo “Comunicação Preliminar”, Freud (1893) destaca a predominância do “trauma” no que se poderia presumir acerca das causas da histeria. Haveria para ele uma experiência afetivamente marcante na maioria dos fenômenos histéricos, senão em todos. Essa experiência poderia ter origem num único evento (levando à “histeria traumática”) ou numa série de impressões afetivas (podendo gerar uma “histeria comum, não traumática”).

Leia mais
A Teoria da Sedução: um ato falho de Freud

Por Gustavo Henrique Borges da Costa 1

No final do século XIX, Sigmund Freud seguia desenvolvendo seus estudos sobre histeria. A partir da apresentação de Sobre os Mecanismos Psíquicos dos Fenômenos Histéricos (Uma Conferência), em janeiro de 1893, realizada quase que concomitantemente à publicação da Comunicação Preliminar, em que assina juntamente com Josef Breuer, sobre o método de tratamento da histeria, e também em publicações subsequentes, Freud defende que um trauma sexual real está na origem da formação dos sintomas da histeria e de outras neuroses: a Teoria da Sedução.

Leia mais
A evolução do pensamento Freudiano do trauma à sedução fantasiosa

Por Alexandre Renaut 1

A comunicação preliminar (1893) é um texto que apresenta o método utilizado por Freud e Breuer para tratar pacientes vítimas de fenômenos histéricos. Sua tese central consiste em apontar o trauma como origem da histeria: o elemento traumático (por exemplo, uma representação insuportável para o doente), juntamente com seu afeto, são lançados para fora da consciência, num lugar chamado de “segunda consciência” – mais tarde apelidada de “inconsciente”.

Leia mais