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Promessas de final de ano
Por Ale Esclapes
Época de natal e ano novo! E 2009 passou rápido - nem parece que já estamos no final do ano. O ano novo trás consigo um sentimento de renovação, de projetos e de... PROMESSAS! Tem as de sempre: parar de fumar, emagrecer, mudar de emprego, ganhar mais, sair do nível básico do inglês, etc ... Que tal trocar o óbvio por algo diferente?
Que tal prometer a si mesmo se perguntar “para que?” antes de grandes decisões? Para que preciso de um novo carro? Aliás, para que preciso de um carro? Para que preciso de uma nova bolsa? Para que estou fazendo essa faculdade? Para que estou casada (o)? Para que estou nesse mundo? Ao trocar o “por que?” pelo “para que?” descobrimos o sentido de nossas vidas, muitas vezes escondido em incontáveis cadeias de racionalizações, soterradas sobre um monte de “por quês?”.
Por que não prometer a aceitar os companheiros de viagem como eles realmente são, e não como você gostaria que eles fossem? Quanto tempo perdido em discussões, brigas e desavenças inúteis! Tempo que poderia ser investido naquilo que as pessoas têm de bom ao invés de ser desperdiçado tentando modificá-las. Ninguém muda ninguém! O mesmo marido que abre a porta do carro é aquele que peida debaixo dos cobertores... é a vida! E ela fica mais fácil, mais leve quando não queremos abolir o mau do mundo.
Que tal prometer a si mesmo a perdoar mais? Quem perdoa se liberta do passado, do rancor, do ódio, do ressentimento e pode seguir em frente. E nessa época do ano é preciso aprender a perdoar a si mesmo das promessas não cumpridas do final do ano passado. E refletir o porquê não se conseguiu cumpri-las – errar é humano, mas insistir no erro é burrice.
Por que não prometer a ser feliz com menos? Muitas vezes idealizamos que somente seremos felizes quando tivermos um apartamento de 1000m², com cinco carros na garagem, etc... A felicidade não é o fim, mas o caminho. Somente conseguiremos isso se prestarmos mais atenção nas coisas boas da vida e dos nossos companheiros de viagem do que nas más. Olhar defeito é fácil. Difícil é olhar as virtudes!
Que tal prometer a ser menos vítima? Aquele que se coloca na posição de vítima do mundo não sai do lugar, e não sai do lugar porque é vítima do mundo. E a partir daí cria-se um círculo vicioso. Existe apenas uma pessoa responsável pelos nossos fracassos – NÓS MESMOS! Para sair do papel de vítima é preciso assumir a responsabilidade por isso, e é justamente por isso que esse papel é tão sedutor: porque ele tira a responsabilidade do vitimado e o coloca sobre o algoz.
E por fim, que tal se conhecer um pouco melhor? Aquele que se conhece pode evitar as repetições de comportamento que trazem infelicidades e sofrimento e substituí-las por comportamentos mais inteligentes, dando soluções mais viáveis aos nossos conflitos psíquicos. |
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