Por Ale Esclapes1

"A maioria das mulheres não se casariam com homens gordos", diz estudo.

Pesquisa do Hospital do Coração mostra que homens da classe "A" são os que mais rejeitam união com mulher obesa.

"Na avaliação de 81% dos entrevistados, o excesso de peso também interfere no sucesso profissional".

Essa foi a matéria de capa do caderno cotidiano da Folha de São Paulo. Somos preconceituosos com os obesos. Fiquei meio perdido com isso.

Explico: vamos supor que refizéssemos a matéria: maioria não casaria com quem tem câncer terminal. Será que pareceria estranho?

Ou ainda: maioria não casaria com quem tem doença degenerativa, soaria tão estranho assim? O que é mesmo preconceito na MÍDIA?

Por Fernanda Nascimento1

Seja em proporções “normais”ou destoantes, atos perversos sempre foram cometidos ao longo da história da humanidade

“O que mais aumenta a indignação contra o sofrimento não é o sofrimento em si, mas a falta de lógica do sofrimento.” Friedrich Nietzsche

A sociedade atual busca de forma incessante uma vida tranquila, uma vida dita feliz. Portanto, há uma preocupação em alcançar a perfeição, que por si só já seria uma ilusão. No entanto, segundo Roudinesco em seu livro A parte obscura de nós mesmos, há uma tentativa fantasiosa de acabar completamente com as perversidades e acrescenta uma reflexão de que esse desejo ilusório pode fazer com que a própria sociedade se aproxime das perversidades que busca extinguir.

Data: 24/10/14, sexta-feira - Horário da Discussão: 19:30hs.

Aberto à todos os alunos da EPP (via EAD na sala de videoconferência).

O aluno deverá assistir ao filme antes da discussão.

Filme: "A.I. - Inteligência Artificial" - Coordenação: Adriano Panisso.

Sinopse: A.I. Inteligência Artificial, uma alegoria futurista de Pinochio, é um filme de ficção científica lançado em 2001, a partir de um projeto de Stanley Kubrick, sobre a possibilidade da criação de máquinas com sentimentos. O roteiro criado por Spielberg foi baseado em um conto de Brian Aldiss chamado Supertoys Last All Summer Long.

Detalhes: Lançamento: 2001 - Duração: 146 minutos.
Gênero: Ficção - Nacionalidade: Estados Unidos
Atores: Haley Joel Osment (David Swinton); Jude Law (Gigolo Joe); Frances O'Connor (Monica Swinton); Jake Thomas (Martin Swinton); Sam Robards (Henry Swinton); William Hurt (Professor Hobby); Jack Angel (Teddy - voz); Ben Kingsley (Narrador); Chris Rock (Robô comediante - voz); Meryl Streep (Fada azul - voz); Ashley Scott (Gigolô Jane); Robin Williams (Dr. Saber - voz); Brendan Gleeson; Daveigh Chase; Clara Bellar;Kathryn Morris, entre outros...

Direção: Steven Spielberg

Trailer: http://youtu.be/kYr8RwDGfe

Por Sérgio Rossoni1

NÃO SOU BEM RESOLVIDO, tenho muitos preconceitos. Um deles é contra a classe média.

Além disso, sou cheio de maus hábitos: charutos, cachimbos, álcool, comida com sangue e não ando de bike. Para mim, o vício e a culpa são o centro da vida moral.

Enfim, não sou uma pessoa muito saudável. Por isso, não sou de confiança. Mas não pense que sofro do fígado; sou apenas um fraco.

O Luto e a Depressão são reações psíquicas às perdas tanto físicas quanto idealizadas de alguém, ou as vezes de algo que nem sequer conseguimos identificar. E como isso se dá na Diversidade Sexual, quando pais e filhos precisam deprimir suas fantasias?

Palestrante: Juliana Breda - Membro do Instituto Sándor Ferenczi de Psicanálise - ISF.

Dia a Horário: 24/10/2014 (sexta-feira) às 19:00hs.

Local: Salludys Instituto - Rua Camargo Paes, 516 - Bairro Guanabara - Campinas - 

Evento aberto ao público em geral com entrada franca. Compareça!!!

Fernanda Nascimento1

Sentimentos

Apesar de frequentemente negada, a inveja é um sentimento que surge desde a infância e que deverá ser elaborada durante a maturação do indivíduo Fernanda Nascimento1.

A sociedade que se apresenta nos dias atuais parece ser baseada apenas no ter, fazer e adquirir. O ser humano parece viver um momento onde a posse das coisas é mais importante e estimulada perante a grande maioria das pessoas do que conquistas e desejos internos. Muitos relacionamentos podem funcionar nesta base, onde a percepção do outro pode estar vinculada ao que ele proporciona em termos de aparência e não em suas verdadeiras contribuições emocionais.

Por Contardo Calligaris1

Segurança ou liberdade?

PASSEI A SEMANA em Nova York e devorei "Só Garotos" (Companhia das Letras), o livro em que Patti Smith, poetisa, artista e roqueira, conta a história de seu amor por Robert Mapplethorpe, desde o encontro dos dois no parque de Tompkins Square, em 1967, até a morte do artista e fotógrafo, 20 anos depois, de Aids.

A leitura conjurou fantasmas de meu passado: como Smith e Mapplethorpe, fui jovem no fim dos anos 60 -e um tempo em Nova York. Vestindo jeans pata-de-elefante e uma jaqueta militar surrada, errei do Brooklyn ao Lower East Side de Manhattan, frequentei o parque de diversões de Coney Island e os inferninhos da rua 42 ao redor de Times Square. Talvez Smith amenize um pouco os fatos, para proteger a imagem de Mapplethorpe, ou talvez minhas extravagâncias passadas pareçam maiores do que foram (sempre idealizamos nossa rebeldia).

Neste encontro Zilton F. Salgado analisou "A Transsexualidade nos Anúncios de Cinema" ao longo dos últimos 50 anos.

O evento ocorreu em 19/09/2014 às 19:30hs no Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista - São Paulo/SP. 

Av. Paulista, 509, (ao lado do metrô Brigadeiro) São Paulo/SP (evento gratuito e aberto ao público em geral com entrada franca).

(Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)



(Foto: #Diagramativo)

Por Sérgio Rossoni1

“A atividade interpretativa do psicanalista leva aos insights do analisando, sendo que a lenta elaboração dos mesmos é que irá possibi litar a obtenção de mudanças psíquicas, obje tivo maior de qualquer análise”ZIMERMAN, DAVID E. Manual de Técnica Psicanalítica Porto Alegre: Artmed, 2004. (Capítulo 18)

Zimerman classifica os insights em: intelectivo; cognitivo (clara tomada de conhecimento, por parte do paciente, de atitudes e características suas que até então estavam egossintônicas); afetivo (a cognição, muito mais do que uma mera intelectualização, passa a ser acompanha da por vivências afetivas, tanto as atuais quan to as evocativas, possibilitando o estabeleci mento de correlações entre elas; reflexivo(insightins titui-se a partir das inquietações que foram pro movidas pelo insight afetivo, as quais levam o analisando a refletir, a se fazer indagações e a estabelecer correlações entre os paradoxos e as contradições de seus sentimentos, pensa mentos, atitudes e valores;  pragmático (uma bem-sucedida elaboração dos insights obtidos pelo paciente, ou seja, as suas mudanças psíquicas, deve necessariamente ser traduzida na praxisde sua vida real exterior, assim que a mesma esteja sob o controle de seu ego consciente, com a respectiva assunção da responsabilidade pelos seus atos. 


Por Luiz Felipe Pondé1

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá.

Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. O mundo faz mais sentido quando ele economiza US$10. E o pior é que, neste mundo em que vivemos, faz mesmo sentido. Qualquer outra forma de sentido parece custar muito mais do que US$ 10.

Por Tatiana Mestriner Costa¹

Há várias razões que levam um casal à adoção. Contudo, indepedente de qual seja o motivo (infertilidade, baixa fertilidade, etc), é importante que o casal e cada indivíduo faça um luto pelo filho biológio, ou seja,  cada um dos cônjuges que quer adotar uma criança  precisa abrir mão desse sonho comum, de um  filho que tenha  características suas  e características das suas famílias respectivas.

O filho adotivo não vem de fora, deve vir de dentro, é o filho que  é “gestado” no psiquismo de seus novos pais.

Como vimos em Winnicott a família é a reunião entre um casal mais uma criança. A existência e a preservação de uma atmosfera familiar resultam do relacionamento entre os pais no contexto social em que vivem. Os pais precisam dos filhos para desenvolver seu relacionamento.

Existe uma fantasia consciente ou inconsciente dos pais e para que não haja a desintegração familiar  é importante que cada um dos cônjuges  faça um  luto pela impossibilidade de dar ao parceiro o fruto do amor que os une e/ou por ficar em dívida com seu cônjuge, caso este esteja abrindo mão de gerar ou gestar.

Os casais que adotam crianças sabem como essas são capazes de preencher uma lacuna nas necessidades imaginativas que se originam no casamento.

Ocorre que na maioria das vezes,  antes de decidirem pela adoção, os casais inférteis já fizeram inumeras tentativas infrutíferas em  clínicas de reprodução humana, o que lhes custou  tempo, dinheiro e sofrimento. Esse processo vivido muitas vezes acaba dificultando  o trabalho do luto pela criança biológica.

Por Paula de Freitas Marcondes¹

Se a base saudável de nosso psiquismo vem de nossa infância e se situa mais especificamente na mãe suficientemente boa, segundo Donald Winnicott, como devemos analisar uma pessoa que foi inicialmente abandonada por sua progenitora? Qual a possibilidade de reparação para este abandono inicial? A mulher que adota pode vir a ser esta mãe boa o suficiente? Portanto, como se falar em adoção a partir de teorias psicanalíticas?
    
Entregar uma criança para adoção pressupõe mil justificativas, mas o que podemos perceber como mais comuns são:

1) Esta criança não era desejada;
2) Essa mãe não tinha condições psíquicas de lidar com um filho;
3) Situações sócio-econômicas levaram a tal decisão.
    
Portanto, nem sempre a criança foi totalmente rejeitada, mas sim a necessidade de criá-la é que não pode ser atendida. Através dos estudos do módulo de Dinâmicas Familiares pretendo achar respostas para as indagações iniciais.
    

Por Pe. Ernani Maia dos Reis¹

Segundo Melanie Klein, já no início da vida o bebê vivencia ansiedades provenientes de fonte internas e externas, sendo que as internas são provenientes da pulsão de morte, dando origem ao medo de aniquilamento que é a causa primária da ansiedade persecutória. O nascimento é a experiência padrão para todas as ansiedades posteriores, pois é sentido pelo bebê como um ataque por forças hostis, isto é, como perseguição; o bebê é “despido” de sua onipotência e plenitude intra-uterina e submetido a diversas privações, à incompletude e à não plenitude: passa a ter inúmeras necessidades a a depender de um outro, a mãe.   Atacado por forças hostis, internas e externas, fundamenta-se a primeira posição psíquica, a esquizo-paranoide, quando tais forças são sentidas como perseguição; portanto, a ansiedade prevalente é a persecutória.

O seio materno, que adquire caráter simbólico, é, inicialmente, distinguido entre seio bom e seio mal, conforme sera gratificante ou frustrante e, assim, o bebê orienta para um e outro o seu amor e o seu ódio (instintos libidinais e agressivos). Sendo assim, o seio gratificador é sentido como bom e amado; o frustrante é sentido como mau e odiado. Essa cisão se dá devido à falta de integração do ego.

AAAAAoZ5htYAAAAAANpYOAPor Diego Rafael Schmidt1

A eficácia de um tratamento nem sempre é equivalente ao seu tempo de duração. Nesse sentido, a Terapia Breve de Orientação Psicanalítica (T.B.) foi desenvolvida a partir dos trabalhos de Freud, considerado seu pioneiro, e cujas primeiras análises eram feitas num curto período de tempo. No entanto, assim como naquela época, muitos pacientes até hoje possuem várias necessidades que contrariam os princípios da análise tradicional, como o desejo pela melhora imediata, a disponibilidade de tempo, horários e condições financeiras, entre outras, que os impede de se submeterem a esse processo complexo.

Com as contribuições iniciais de Sándor Ferenczi e Otto Rank, o objetivo de diminuir a extensão do processo analítico ganhou mais destaque dentro da psicanálise, dando lugar à elaboração de um método que pudesse provocar e acelerar a investigação do material psíquico do paciente.
Nesta forma aprimorada de psicoterapia, os pacientes eram estimulados de forma mais ativa e flexível, porém ainda assim cuidadosa. Esse princípio é válido atualmente e, se usado de forma errada pode ser mais prejudicial do que terapêutico. Para que isso não aconteça, torna-se necessária a tomada de algumas precauções por parte do analista, assunto que será tratado resumidamente nas linhas abaixo.

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