A Escola Paulista de Psicanálise-EPP em parceria com a Livraria Martins Fontes Paulista realizarão uma série de cursos breves interdisciplinares com duração média de três horas. Os cursos visam o melhor entendimento da psicanálise e suas origens teórico-clínicas e será destinado à psicanalistas, psicólogos, estudantes de psicologia e demais interessados. Será emitido certificado de participação.

Tema do sexto encontro: "Psicanálise e Religião: Mestre Eckart, São João da Cruz e a Experiência Analítica".

Ementa:
Os chamados místicos cristãos nos trouxeram uma narrativa onde o paradoxo se mostrou o caminho possível para expressar as suas experiências - por mais que falassem, mais que escrevessem, nunca conseguiram expressar exatamente suas vivências.

Podemos afirmar que há uma correlação direta entre o inefável da "situação clínica" na perspectiva do psicanalista inglês W. Bion (em sua obra "Atenção e interpretação") e a questão narrativa dos místicos, pois, a verdadeira experiência analítica não consegue ser contida em palavras.

Por Paula Marcondes1

O Desenvolvimento Emocional do Ser Humano

Em “O desenvolvimento emocional do ser humano”, Donald Winnicott nos mostra uma teoria do amadurecimento do ser humano, deixando claro a importância da infância como base de uma vida emocional adulta sadia. E nesse ponto, a relação mãe e bebê é de total importância para esta saúde. Falhas podem trazer como resultado diversos problemas psicopatológicos. A mãe precisa ser suficientemente boa, mas o ambiente também precisa ser apropriado para que essa mãe cumpra seu papel natural. E essa mãe é fundamental para o bebê realizar seu processo de integração de forma satisfatória. A sustentação dada pela mãe é necessária. 

O contato físico, os cuidados e o holding dado pela mãe suficientemente boa fazem com que a criança vá aos poucos reconhecendo seu corpo, passando a fazer a imaginação elaborativa da função corporal deste corpo e, portanto, estabelecendo a sua psique. Assim é possível o estabelecimento do self verdadeiro e depois da personalização.

Por Matthias Ammann1

A teoria de Winnicott ampara-se fortemente na figura materna que representaria todo ambiente acolhedor e cuidador. A mãe suficientemente boa, ou good enough mother, é representante de uma mãe ideal, atenta a todas as formas de diálogo e de jogo criativo, capaz de inspirar à criança as frustrações necessárias no tempo correto e assim desenvolver o seu desejo e a sua capacidade de integração (Roudinesco & Plon, 1997).

Nota-se que a teoria psicanalítica e, em específico a teoria winnicottiana, atribui grande importância a relação mãe-bebê para a gradual elaboração das funções corporais e imaginativas da criança, permitindo a integração e localização dos diversos aspectos de sua psique em si e em relação ao outro.

Inicialmente a criança e a figura materna são unas, isto é, não existe dissociação entre o bebê e a mãe, uma vez que o todo pode ser representado pelo cuidado materno que esta sob domínio da onipotência infantil. Deste controle onipotente decorre a ilusão de ser possível criar o que atende as suas necessidades - o seio - no momento que ocorre o impulso instintivo. Cabe a mãe suficientemente boa atender a criação infantil e, com o passar do tempo, gradualmente içar as dificuldades e frustrações na medida em que podem ser toleradas pela criança.

No quarto encontro da série Cursos Breves 2015, realizado pela EPP e a Livraria Martins Fontes Paulista, discutimos o tema "O movimento romântico e a obra de Freud".

Ementa: A psicanálise nasceu imersa em um caldeirão cultural na Alemanha do século XX, onde o romantismo e o idealismo eram escolas fortes de pensamentos. Ecos desses movimentos se encontraram nas reflexões de Freud, em suas formulações sobre a neurose e histeria.
Nesse encontro o Prof. de Filosofia Daniel Rodrigues Plácido apresentou uma série de conceitos e autores do romantismo dentre eles: Novalis, Schlegel, Goethe, Hölderlin, W. Blake, F. von Baader, G. de Nerval, Schelling e Fichte. Por outro lado o psicanalista Alexandre Esclapes apontou como foram as influências nas obras de Freud e de autores posteriores da psicanálise.

Data/horário: 19/06/2015 - 14:00hs. Entrada franca e Certificação (enviado posteriormente por e-mail mediante a solicitação).

Local: Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista - Av. Paulista, 509 (ao lado da estação Brigadeiro do Metrô).

Confira abaixo algumas fotos com os palestrantes: Daniel Rodrigues Plácido1 e Alexandre Esclapes2



Foto: www.diagramativo.com.br

Foto: www.diagramativo.com.br

Foto: www.diagramativo.com.br

O volume 76 da coleção "Folha Explica" sintetiza os principais temas da obra da psicanalista Melanie Klein (1882-1960), que depois de Freud foi quem mais contribuiu para a compreensão do funcionamento psíquico. A autora, fundamental para o estudo dapsicanálise, aborda a estranheza das formações do inconsciente e das experiências primordiais, que desafiam todas as nossas medidas de bom senso. Desde os anos 20 até o fim de sua trajetória, a autora procurou desvendar a psicanálise infantil e questões cruciais como o desejo. Os autores, Elisa Maria de Ulhôa Cintra e Luís Claudio Mendonça Figueiredo são especialistas em psicologia clínica.

Por Andréa Mª de Senna Marques

O que pensar de uma dor que diminui, aniquila, destrói o amor próprio. Não se pega, não se vê, de uma dor que não pode ser dita. É uma dor de uma ordem afetiva, uma dor que aborta qualquer manifestação de alegria, chamada de depressão.

Como será o sentimento de vazio, da morte estando vivo, de uma plena abstinência de encantamento com a vida. São essas reflexões que nos move pensar sobre a depressão.

A depressão precisa se entendida como um ritual de passagem, situação que nenhum vivente escapará. Entender que o sentimento do nada, da percepção da morte, de tudo escapar, de nada fazer mais sentido, pode e deve ser entendido como um percurso, um caminho que algum dia vamos fazer.

Neste terceiro encontro da Série Cursos Breves 2015 - em parceria com a Livraria Martins Fontes Paulista e a EPP foi abordado o tema: "As influências de Kant na Psicanálise".

Ementa: Através deste encontro visamos dar continuidade aos estudos das interfaces entre a filosofia e a psicanálise.
Qual o impacto na psicanálise da noção de realidade e da forma de apreendê-la concebida por Kant? Em que momento Freud e Kant divergem e por que?

Data/horário: 22/05/2015 - 14:00hs. às 17:00hs. Entrada franca e Certificação (enviado posteriormente por e-mail).

Local: Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista - Av. Paulista, 509 (ao lado da estação Brigadeiro do Metrô).

Confira abaixo algumas fotos deste com os palestrantes: Cristiano José da Silva1 e Alê Esclapes2



Foto: www.diagramativo.com.br



Foto: www.diagramativo.com.br



Foto: www.diagramativo.com.br

 

Por Sílvia Marques1

Este artigo objetiva refletir a precariedade das relações afetivas a partir do pensamento de Bauman e Aldous Huxley.

Ontem, tive um insight. Apesar de ser apreciadora do romance profético Admirável mundo novo de Aldous Huxley , livro que li na faculdade indicado pelo meu professor de Filosofia (o brilhante Felipe Pondé) e citar Bauman em muitas de minhas aulas no curso de Comunicação Social, apenas ontem juntei lé com cré e talvez tenha descoberto o porquê da série de desastres afetivos vivenciados por mim.

Ontem, antes de ir para mais uma aula, senti um misto de melancolia e alívio ao mesmo tempo. Continuo defendendo a ideia de que o amor existe e de que muitos casais conseguem construir relações estáveis e duradouras. Continuo acreditando na beleza de um casamento longo, pautado pelas renúncias mútuas e pelo companheirismo irrestrito.

Por Eduardo Hughes Galeano1

Muçulmanos, judeus, mulheres, homossexuais, índios, negros, estrangeiros e pobres: em ensaio de 2005, escritor discorre sobre as diferentes faces do Demônio, descritas pela antítese de cada um desses ‘anjos do mal’.

Esta é uma modesta contribuição à guerra do Bem contra o Mal. Entre os diversos semblantes do Príncipe das Trevas, só estão os demônios que existem há muito, muito tempo, e que há séculos ou milênios continuam ativos no mundo.

Por Andréa Mª de Senna Marques

Força Estranha
Roberto Carlos

Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor
Do caminho daquele menino...
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada

Por Nilson Sibemberg1

Ainda encontramos grupos que se apresentam de forma ostensiva contra a psicanálise, com a alegação de que suas produções teóricas e clínicas culpam os pais pelo autismo do filho.

Nos dias 20 e 21 de março o MPASP (Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública) realizou sua terceira jornada nacional, cujo tema foi A Clínica Psicanalítica com Autismos. Psicanalistas, psiquiatras, psicólogos, pediatras, educadores, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outras especialidades, com a presença de uma mãe de criança com autismo e outra cujo filho apresentava sinais de risco para o autismo, mas que hoje encontra-se falante e interagindo com o outro, estiveram reunidos debatendo temas como detecção precoce de sinais de vulnerabilidade ao desenvolvimento infantil; intervenção precoce e seus benefícios na estruturação psíquica da criança; o panorama das políticas públicas para o autismo no Brasil; contribuições das neurociências, da genética e da epigenética;

Por Tatiana Mestriner Costa1

Atualmente muitas pessoas sofrem com ansiedades, depressão, stress. Problemas e distúrbios de ordem psicológica são comuns e estão presentes em homens e mulheres.

A depressão tem causas multifatoriais (fatores genéticos/biológicos e ambientais/ psicossociais) que sempre se somam para a determinação de uma apresentação clínica final e se manifesta por sintomas emocionais e físicos.

No Dicionário de Psicanálise de Elisabeth Roudinesco e Michel Plon, 1998, o termo depressão faz alusão a MELANCOLIA; POSIÇÃO DEPRESSIVA/POSIÇÃO ESQUIZO-PARANÓIDE.

Assim, para tratar de DEPRESSÕES  devemos começar por FREUD em Luto e Melancolia.

Por Alê Esclapes1

Melanie Klein foi uma das maiores psicanalistas da história. Seguidora de Freud, com genialidade e amor à verdade erigiu uma escola com pensamentos próprios e distintos. Como disse uma amiga, quando Klein em 1935 insistia que era uma freudiana: "agora já é tarde - você é uma Kleiniana."

Suas teorias vieram de seus trabalhos com crianças, o que possibilitou a investigação psicanalítica dos primeiros meses de vida, abrindo as portas para o tratamento de pacientes psicóticos. Outros desenvolvimentos se seguiram à psicanálise de crianças, como o estudo dos estados maníaco depressivos, a identificação projetiva como defesa do ego, e a inveja primária na constituição da personalidade. Sua teoria das posições depressiva e esquizoparanóides são a primeira grande sistematização da teoria psicanalítica.

Por Marcelo Levites1

Envelhecer faz parte da vida. É uma realidade que todos, ou quase todos, enfrentaremos. Mas estamos preparados para lidar com a velhice?

Ao vermos nossos pais, tios e avós envelhecerem não nos damos conta de que eles irão perder a vitalidade, a memória, o ânimo. É muito difícil vê-los numa situação de fragilidade e temos a tendência de achar que eles continuarão iguais, apesar dos anos.

Saber lidar com as novas situações requer um exercício de paciência e observação. Vale saber que algumas alterações fisiológicas ocorrem com o decorrer da idade. Perda de audição, visão e paladar são algumas delas. O idoso perde muito a capacidade de ouvir e ver e, muitas vezes, os mais novos não têm paciência em lidar com esta deficiência. Na hora de comer, pode parecer frescura, mas realmente o paladar muda e pode ficar ainda mais seletivo.

Pagina 1 de 14