É com grande satisfação que convidamos a todos para o lançamento do livro “Continuo Errando?” Editora Pontes. O autor, médico e psicanalista Prof. Dr. André Marroig é graduado em medicina pela Univ. do Rio de Janeiro e Pós-graduado em Medicina Familiar pela UNICAMP. Possui formação em psicanálise pela Escola Paulista de Psicanálise-EPP e atualmente faz parte do projeto "Limite, Sem Limites", no qual trabalha como Coordenador.

O autor receberá a todos os convidados após a mesa redonda para uma noite de autógrafos.

Data/ Horário: 31/07/2014 às 19:30hs.

Local: Galpão dos Livros: Rua Alberto de Salvo, 201 - Barão Geraldo, Campinas - SP - Tel.:(19) 3289-2044)

Público Alvo: Evento gratuito e aberto ao público em geral com entrada franca.

Monja Coen é missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen Budismo com sede no Japão.

É a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, com atual sede no Pacaembu. Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles - ZCLA.

Foi ordenada monja em 1983, mesmo ano em que foi para o Japão aonde permaneceu por 12 anos sendo oito dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo.

Participou de vários cursos e programas de formação para monjas tendo se graduado no mestrado da tradição Soto Shu.

Promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.

Data/ Horário: 29/08/2014 - 19:30hs.

Local - Livraria Martins Fontes Paulista: Av. Paulista, 509, (ao lado do metrô Brigadeiro) São Paulo/SP.

Público Alvo: Evento gratiuito e aberto ao público em geral com entrada franca.

AAAAAoZ5htYAAAAAANpYOAPor Diego Rafael Schmidt1

A eficácia de um tratamento nem sempre é equivalente ao seu tempo de duração. Nesse sentido, a Terapia Breve de Orientação Psicanalítica (T.B.) foi desenvolvida a partir dos trabalhos de Freud, considerado seu pioneiro, e cujas primeiras análises eram feitas num curto período de tempo. No entanto, assim como naquela época, muitos pacientes até hoje possuem várias necessidades que contrariam os princípios da análise tradicional, como o desejo pela melhora imediata, a disponibilidade de tempo, horários e condições financeiras, entre outras, que os impede de se submeterem a esse processo complexo.

Com as contribuições iniciais de Sándor Ferenczi e Otto Rank, o objetivo de diminuir a extensão do processo analítico ganhou mais destaque dentro da psicanálise, dando lugar à elaboração de um método que pudesse provocar e acelerar a investigação do material psíquico do paciente.
Nesta forma aprimorada de psicoterapia, os pacientes eram estimulados de forma mais ativa e flexível, porém ainda assim cuidadosa. Esse princípio é válido atualmente e, se usado de forma errada pode ser mais prejudicial do que terapêutico. Para que isso não aconteça, torna-se necessária a tomada de algumas precauções por parte do analista, assunto que será tratado resumidamente nas linhas abaixo.

por Ale Esclapes¹
aids

Quem aqui se lembra da última campanha desse ano em relação ao combate e prevenção à AIDS? Será que foi no carnaval? Lembro-me bem que na década de 90 esse tema era comum no rádio, na TV, em revistas, jornais, etc. , não apenas no carnaval, mas o ano todo. Foi assim que campanhas educativas reduziram o índice de contágio.

Hoje temos uma geração que não viu essas campanhas, não viu a morte de Cazuza, Renato Russo, Henfil, etc. e tão pouco estão expostas à campanhas educativas. Segundo o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o atual aumento do número de contaminados no Brasil (11% entre 2001 e 2013), deve-se ao aumento na população gay. A Unaids é um pouco mais específica e aponta que 1/3 dos infectados na América Latina é de jovens gays entre 15 e 24 anos. Veja reportagem em http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,apesar-de-queda-mundial-novas-infeccoes-por-hiv-sobem-11-no-brasil,1529538 .

Mas porque esse grupo hoje é tão vulnerável? O que não está dito nas entrelinhas dessas notícias? Primeiro não está dito que essas campanhas diminuíram sensivelmente no período analisado. O atual governo tem em sua base de apoio a chamada “bancada evangélica” que tem forte influência no Ministério da Saúde. Na mesma reportagem o ativista Rodrigo Pinheiro fala em “forças conservadoras”, mas tudo isso acontece sob as égides de um governo de esquerda (que há trinta anos se diz ao lado dos GLBT´s). Logo, um dos fatores que está condenando nossos jovens é um projeto de poder.

Em nosso último encontro contamos com a presença de Juliana Breda (fotos logo abaixo), aluna da EPP e membro do Instituto Sándor Ferenczi. Em sua palestra "Psicanálise e Sexualidade" forão abordados aspectos como: satisfação, prazer, libido e diversidade sexual. Confira as fotos abaixo.

(Foto: #Diagramativo)

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 (Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)

1474620014 66df4e0701Por Hélio Rebello Borges¹

Sempre quando nos propomos a analisar a violência humana, a maldade humana, é importante que tenhamos em mente que muito provavelmente vamos ter que colocar as nossas próprias idéias em dúvida, assim como nosso modo de agir, de falar, de sentir e de pensar. Precisamos pensar se fazemos isso com humildade ou arrogância, pois precisamos responder à realidade de forma coerente com princípio não violentos, perceber os nossos gestos e nosso posicionamento no mundo. Como então objetivar o próprio eu dentro de um processo de subjetivação, sem nos esquecermos do nós? Como dar sentido ao nosso estar no mundo e à realidade?  Como não tonar a voz humana produto do indizível? Como evitar que os instintos e necessidades sociais sejam reduzidos ao silêncio? Como impedir a desumanização e a animalização do homem? Como manter viva a dignidade humana, não abafar nossa capacidade de pensar, se o mal habita em nós como condição humana? Como resgatar o espaço do sujeito que sente, uma vez que seu sentir fome, sentir frio, sentir sede, transformou-se na própria fome, no próprio frio, na sede viva? Pois ele perdeu sua condição de sujeito humano, se reduziu aos seus instintos mais básicos, não consegue mais pensar. Está reduzido ao homem animal!

A sexualidade humana tem despertado estudos e o interesse piscanalítico a há séculos dos mais diversos profissionais. Nesta palestra foram abordados os diferentes aspectos deste instigante tema.

Nosso palestrante Marcelo Manzano (foto acima) é membro do Institoto Sándor Ferenczi-ISF e aluno da Escola Paulista de Psicanálise-EPP.

abstract art modern contemporary south australian artist bio05723Por Alê Esclapes1

A partir de três trabalhos de Freud (Projeto para uma psicologia cientifica, A interpretação dos sonhos, e Dois princípios do funcionamento mental), Bion explora os conceitos de notação e atenção. A notação seria uma palavra mais ligada a armazenamento de informações. Não gostaria nesse artigo de discutir as particularidades desse processo, mas gostaria de deixar claro o aspecto de armazenamento de uma informação que é possível a partir da percepção.

Já a atenção é um ato intencional que visa utilizar o aparelho de percepção a fim de buscar algo. Esse algo pode se relacionar tanto ao mundo interno quanto ao mundo externo. Existe, portanto nesse movimento da atenção uma intenção, um desejo. É importante essa distinção, pois a notação, por si só não é fruto de um desejo, conquanto a atenção sempre o é.

Aqui reside o fundamento de um importante artigo de Bion sobre memória e desejo. A memória é a atenção voltada as notações do passado, ou em outras palavras, a memória é fruto do desejo. Observe-se aqui que memória não tem uma função de arquivo, mas dinâmica.

A partir desse posicionamento Bion coloca uma questão ética: pode o desejo do analista influir na análise? Cabe no enquadre aparecer outro desejo que não o do analisando? Daí a sua famosa indicação aos analistas: conduzir um tratamento sem desejo e sem memória. Memória aqui é o passado do desejo, ou em uma outra interpretação, nascem do mesmo impulso.

1191696264Por Alê Esclapes1

Etimologia da palavra “amor”:

A palavra “amor” possui como referencia comum a palavra latina “amore”, o que do ponto de vista da investigação, não ajuda muito. Acompanhando Zimerman (2010) será utilizado nesse trabalho a etimologia de amor como sendo “a” (contra) e “mors” (morte), ou seja, aquilo que se opõe a morte.

Essa etimologia coloca algumas reflexões importantes, como por exemplo, o que seria a morte, morte de quem e do que, e como seria essa manifestação do “a-mors”, como seria a concretude do exercício dessa tarefa chamada “amar”. Outro desenvolvimento seria observar que para cada entendimento sobre o que seria a vida, o viver, teríamos o seu avesso, a morte - vida/morte em um par inseparável, assim como o conceito de amor não está separado do conceito de morte. Outro desenvolvimento ainda seria analisar a morte no indivíduo e no coletivo.

Vida/morte na psicanálise:

É interessante observar que para cada grande autor da psicanálise, em função do seu entendimento da realidade psíquica, poderia se entender um par vida/morte. Freud talvez foi um dos autores que mais reformulou suas teorias a respeito desse par. Desde de seu entendimento da sexualidade como a raiz da neurose, suas teorias sobre o amor se versaram através da sexualidade humana. Sua última formulação foi o par Eros/Thanatos, também chamadas pulsões de vida e de morte. Observa-se aqui o uso da palavra Eros e não outras disponíveis na língua grega, como por exemplo, Ágape. Freud sempre foi incisivo sobre a questão do prazer como “o” mediador das relações humanas.

Por Alê Esclapes1

bluecreatures frameSempre houve uma dificuldade em separar a questão da culpa com a responsabilidade, e nos tempos atuais essa questão vem se tornando urgente e gritante. Essa é uma questão que os juristas estão muito mais acostumados que os demais membros da sociedade. O português também não ajuda muito. Culpa é algo que tem haver com “intensão” e responsabilidade nada tem a ver com isso.

Outro ponto problemático é a questão de uma sociedade de direitos. Vivemos em uma sociedade onde basta criar uma lei – e não faltam políticos demagógicos – que resolvemos um monte de problemas. Um cidadão, por exemplo, tem “direito” à educação, saúde, etc ... Logo, o grande pai, ou melhor, o grande prestador de serviços que é o Estado precisa prover isso a seus cidadãos pagadores de impostos.

Também não faltam teorias de que o ser humano é bom, e se ele faz algo de imoral, é que algo não deu certo. Geralmente vai se buscar na biográfica desse indivíduo que justifique seus atos. Pode ser a família, o Estado, a escola, qualquer coisa.

Está formado a partir desse triangulo – temos direitos, somos bons, e logo, se algo der errado, não somos nem culpados e nem responsáveis. E cabe ao Estado, nos “consertar”, afinal, somos bons.  Tudo engodo, e aqui temos uma maravilhosa formação de compromisso.
Primeiro, somos responsáveis por nossas vidas, e o fato de pagarmos impostos não retira isso de nós. Somos responsáveis pelo nosso consciente, inconsciente, ego, id e superego, e que mais tivermos em nós.


1Psicanalista, Diretor da EPP e do Instituto de Psicanálise Sándor Ferenczi.

angel-lightPor Alê Esclapes1

5.1 VIRTUALIDADE E CIÊNCIA SOCIAL

A maior relatividade da economia é flutuar sobre os sentidos da massa sem conseguir atravessá-la, sem conseguir racionalizar os processos subjetivos com os quais a massa trabalha. Prefere-se falar em ‘processos subjetivos' quando se fala em determinação de preço, em valor utilidade como se fosse uma mera quantificação de produtos em consumo. As relações psicológicas entre o homem e os objetos são tratadas ou de forma obscura, ou de forma meramente matemática. Sob um princípio primeiro de anulação ou aceitação, sob o estigma da escolha dentro do mercado - e aí reside o maior poder do consumidor segundo os economistas - resume-se na maior força das massas. O que se precisa discutir é quais os efeitos dessa dinâmica no corpo social, como o processo econômico age no corpo social, como é influenciado por uma dinâmica social maior a nível arqueológico e como a economia como ciência age sobre esse corpo.

catolicaPublicado na FSP -04/09/2011

Sua "A Anatomia da Melancolia", publicada em 1621 e reeditada várias vezes nas décadas seguintes, é um compêndio de mais de 1.400 páginas contendo tudo o que se podia saber sobre a "doença" de seu autor. A editora da Universidade Federal do Paraná acaba de lançar no Brasil o primeiro volume de "A Anatomia da Melancolia" [trad. Guilherme Gontijo Flores, 265 págs., preço não definido].

É pena que o primeiro volume se limite ao longo introito do autor a seus leitores. Esperamos que em breve a Editora UFPR publique uma seleção dos capítulos do livro, que inicia com as causas da melancolia -"Delírio, frenesi, loucura" [...] "Solidão e ócio" [...] "A força da imaginação"...- segue com a descrição dos paliativos para aliviar o sofrimento ("alegria, boa companhia, belos objetos...") para ao final abordar a melancolia amorosa e a melancolia religiosa.

O autor assinou a obra como Demócrito Júnior, a afirmar sua identificação com o filósofo que, segundo a descrição de Hipócrates, afastou-se do convívio com os homens e, diante da vacuidade do mundo, costumava rir de tudo. O riso do melancólico é expressão do escárnio ante as ilusões alheias.

A empreitada de Burton só foi possível em uma época em que a melancolia era entendida não apenas como uma doença, mas como um fenômeno da cultura. O texto seminal de Aristóteles já continha uma reflexão sobre a capacidade criativa do melancólico, atribuída à instabilidade que o impele a expandir sua alma em todas as direções do universo.

fita de moebius iiLuis Felipe Pondé1

QUANDO VOCÊ estiver lendo esta coluna, estarei em Copenhague, Dinamarca, terra do filósofo Soren Kierkegaard (1813-1855), pai do existencialismo. Ao falarmos em existencialismo, pensamos em gente como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, tomando vinho em Paris, dizendo que a vida não tem sentido, fumando cigarros Gitanes.

O ancestral é Pascal, francês do século 17, para quem a alma vive numa luta entre o "ennui" (angústia, tédio) e o "divertissement" (divertimento, distração, este, um termo kierkegaardiano).
O filósofo dinamarquês afirma que nós somos "feitos de angústia" devido ao nada que nos constitui e à liberdade infinita que nos assusta.

A ideia é que a existência precede a essência, ou seja, tudo o que constitui nossa vida em termos de significado (a essência) é precedido pelo fato que existimos sem nenhum sentido a priori.

Como as pedras, existimos apenas. A diferença é que vivemos essa falta de sentido como "condenação à liberdade", justamente por sabermos que somos um nada que fala. A liberdade está enraizada tanto na indiferença da pedra, que nos banha a todos, quanto no infinito do nosso espírito diante de um Deus que não precisa de nós.

O filósofo alemão Kant (século 18) se encantava com o fato da existência de duas leis. A primeira, da mecânica newtoniana, por manter os corpos celestes em ordem no universo, e a segunda, a lei moral (para Kant, a moral é passível de ser justificada pela razão), por manter a ordem entre os seres humanos.

Por Janete Vilella1

EDTQuando escreveu a Interpretação de Sonhos, Freud havia chegado a muitas conclusões, entre elas a constituição do aparelho psíquico. A Primeira Tópica do aparelho psíquico vai dar respaldo a toda sua teoria sobre os sonhos. A concepção deconsciente e inconsciente empresta lógica a todo trabalho da elaboração onírica. A narração feita pelos pacientes mostrava que os sonhos eram destituídos de sentido, tanto para o sonhador como para o analista. A causa para essa deformação onírica somente poderia ser explicada por uma força coerciva. Freud, ao afirmar que todos os sonhos tem um sentido, como todas as outras produções do inconsciente, acreditava que empregando a associação livre nos relatos dos sonhos, poderia chegar à interpretação dos mesmos. Isso porque, na associação livre subentende-se que há certa estabilidade nos laços que unem cada representação. Mas, a associação livre está subordinada a uma lógica que se forma de modo inconsciente. Nós só tomamos consciência desse processo, após a sua realização. Existe uma causalidade associativa que não depende da vontade para se manifestar.

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