Por Marcelo Manzano1

A terapia breve de orientação psicanalítica vêm se formando e nascendo desde quando Freud realizou tratamentos de curta duração, que ainda que fossem uma excessão, existiram. Ferenczi, por exemplo, realizou duas análises com Freud: três semanas em 1914 e mais três então com duas sessões ao dia, em 1916. Com o tempo, as terapias tornaram-se mais longas.

Por volta de 1920, a questão central para os psicanalistas era a reação terapêutica negativa, uma reação paradoxal ao tratamento, constituída por um agravamento dos sintomas, em vez da melhora esperada. É nesse momento que Freud modifica sua concepção de conflito entre a pulsão sexual e a pulsão de autoconservação e introduz a noção de compulsão à repetição . Enquanto Freud, ao enfrentar resistências dos pacientes, propunha um aprofundamento da metapsicologia, Ferenczi preocupava-se com a práxis, com o estudo da relação terapêutica e com a contratransferência. Freud pretendia que seu arcabouço teórico fosse reconhecido como científico e não como técnica psicoterápica, considerada subjetiva, enquanto Ferenczi priorizava orientação psicoterapêutica. Para ele, a questão principal não seriam as lembranças, ou as construções em análise, mas a vivência dos conflitos do cliente na relação transferencial. Ferenczi acreditava que essa abordagem poderia encurtar o tempo da terapia, porque a rememoração do infantil não seria obrigatória em todos os seus detalhes.

Por Sérgio Rossoni1

O principal instrumento do psicanalista é a interpretação com base teórica de referência existencial inconsciente. “No tratamento, comunicação feita ao sujeito, visando-lhe dar-lhe acesso a esse sentido latente, segundo as regras determinadas pela direção e evolução do tratamento”(Laplanche e Pontalis – Interpretação – página 245 – Dicionário da Psicanálise – 4º ed. - São Paulo – Martins Fontes).

Espera-se através da interpretação do analista que o paciente obtenha “insights” que promovam uma nova posição diante de situações passadas, revividas na atualidade através do processo transferêncial.

Além da interpretação, outras ferramentas utilizadas pelo psicanalista visando promover elaborações/insights no paciente são o apoio, a sugestão, e o manejo.Etchengoyen destaca três dos instrumentos mais importantes utilizados na Psicoterapia: Informação, o esclarecimento e a interpretação.

Por André Marroig, Janete Villella, Mônica Zappa, Estela Maria Ribeiro, Ana Renata W S Mendes, Maria Auxiliadora Gomes Garantizado1

O tema da conferência do Pondé, o “Ser Adoecido”, parece ser um tema extremamente atual, porém já mostrava-se como uma preocupação desde a Grécia antiga. Pondé volta a Sócrates e Platão, para em seguida mostrar os dois caminhos seguidos pela filosofia: um acreditando em uma humanidade cheia de potencial, e capacidade de assumir seu lugar na plenitude, e um outro caminho, bem mais pessimista, que vê a humanidade como algo que já dera errado, e que o projeto eugênico por si só, já fora frustrado. Ele navega pelas raízes da língua grega e suas derivações latinas, mostrando como palavras que a primeira vista parecem tão opostas em sentido, na verdade possuem origem comum.

Por Ale Esclapes1

Paira no ar uma insustentável obrigação de sermos felizes, o tempo todo. Ela nos intoxica como um gás que faz sofrer lentamente, e tem como o corolário da falta de ar a depressão. O sentimento de depressão, tão comumente associado a uma doença, faz parte sim do repertório de emoções de todo e qualquer ser humano. O sentimento de depressão é o sentimento que temos quando alguma ilusão que acreditamos ser verdade morre.

Quando descobrimos que o mundo existia antes de nós, que não somos o centro da casa, e que aqueles que chamamos de nosso, na verdade não nos pertence, nos deprimimos.

Quando descobrimos que não somos autossuficientes, que somos seres dependentes e desamparados, que precisamos dos outros para as suprir nossas condições mais básicas, nos deprimimos.

Por Walter Fajardo1

Freud parte da idéia de uma cadeia de neurônios. Imaginava também que, percorrendo esses neurônios, teria já dentro dele uma coisa chamada de quantum, um quantum de energia ou simplesmente “Q”. Não se sabe se seria uma carga elétrica ou outro tipo específico de energia. Mas sabe-se que sua manifestação, ou produção, tem relação direta com os estímulos, ou seja, para Freud, os estímulos seriam prováveis produtores de “Q”.

Os neurônios seriam os veículos condutores desse quantum , desse “Q”. Portanto, por eles passam esses quantuns. Processo pelo qual será denominado de catexia (concentração de todas as energias mentais sobre uma representação bem precisa, um conteúdo mnésico, uma seqüência de pensamentos ou encadeamento de atos; catexe, investimento. Huais, 2011). Também Zé usa o termo investimento.

Por Alê Esclapes1

Durante muito tempo a homossexualidade foi entendida como uma perversão do ponto de vista da psicanálise, e talvez ainda hoje alguns teóricos tenham essa visão. Mas isso ainda é uma interpretação da lógica freudiana baseada na noção pênis com vagina contida nos “Três ensaios da sexualidade” – uma visão no mínio discutível.

Se olharmos a própria lógica dos conceitos psicanalíticos veremos que na formação do superego reside uma diferença fundamental entre esses conceitos – a dinâmica super-egóica nas perversões é muito diferente que na homossexualidade. Por sua vez, não se pode apontar uma diferença dinâmica entre a homossexualidade e a heterossexualidade no que tange ao superego.

Nesta II Jornada a EPP juntamente com o ISF trataram da "HISTERIA" a qual se impôs como um quadro que deve ser compreendido e analisado partindo-se das dinâmicas contemporâneas.

O evento ocorreu nos dias 21 e 22/11/14 no Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista - São Paulo/SP
(Av. Paulista, 509 - ao lado da estação de Metrô Brigadeiro).

Público Alvo: Profissionais, estudantes da área de psicanálise, psicologia e demais interessados. Este evento foi aberto ao público em geral com entrada franca.

Confira algumas fotos abaixo:

(Foto: #Diagramativo)

 

(Foto: #Diagramativo)

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(Foto: #Diagramativo)

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 Luiz Felipe Pondé1

Estudar, contemplar, trabalhar. Um ato alimenta o outro, e os três formam o espírito.

Fala-se muito de como o "Primeiro Mundo é isso e aquilo". Acho isso papo de vira-lata. Toda vez que você ouvir alguém falando que a Europa "é outra coisa", você está diante de um vira-lata rondando a lata de lixo dos outros. A mesma coisa vale para os EUA, ainda que, nesse caso, vira-latas de esquerda jamais elogiem os EUA, mesmo que comprem iPads lá.

Mas independentemente dessa breguice de vira-lata querendo fingir que entende de vinhos, há um detalhe na vida europeia e norte-americana que vale a pena discutir: a vida doméstica e suas tarefas.

Por Ale Esclapes1

"A maioria das mulheres não se casariam com homens gordos", diz estudo.

Pesquisa do Hospital do Coração mostra que homens da classe "A" são os que mais rejeitam união com mulher obesa.

"Na avaliação de 81% dos entrevistados, o excesso de peso também interfere no sucesso profissional".

Essa foi a matéria de capa do caderno cotidiano da Folha de São Paulo. Somos preconceituosos com os obesos. Fiquei meio perdido com isso.

Explico: vamos supor que refizéssemos a matéria: maioria não casaria com quem tem câncer terminal. Será que pareceria estranho?

Ou ainda: maioria não casaria com quem tem doença degenerativa, soaria tão estranho assim? O que é mesmo preconceito na MÍDIA?

Por Fernanda Nascimento1

Seja em proporções “normais”ou destoantes, atos perversos sempre foram cometidos ao longo da história da humanidade

“O que mais aumenta a indignação contra o sofrimento não é o sofrimento em si, mas a falta de lógica do sofrimento.” Friedrich Nietzsche

A sociedade atual busca de forma incessante uma vida tranquila, uma vida dita feliz. Portanto, há uma preocupação em alcançar a perfeição, que por si só já seria uma ilusão. No entanto, segundo Roudinesco em seu livro A parte obscura de nós mesmos, há uma tentativa fantasiosa de acabar completamente com as perversidades e acrescenta uma reflexão de que esse desejo ilusório pode fazer com que a própria sociedade se aproxime das perversidades que busca extinguir.

Por Sérgio Rossoni1

NÃO SOU BEM RESOLVIDO, tenho muitos preconceitos. Um deles é contra a classe média.

Além disso, sou cheio de maus hábitos: charutos, cachimbos, álcool, comida com sangue e não ando de bike. Para mim, o vício e a culpa são o centro da vida moral.

Enfim, não sou uma pessoa muito saudável. Por isso, não sou de confiança. Mas não pense que sofro do fígado; sou apenas um fraco.

Fernanda Nascimento1

Sentimentos

Apesar de frequentemente negada, a inveja é um sentimento que surge desde a infância e que deverá ser elaborada durante a maturação do indivíduo Fernanda Nascimento1.

A sociedade que se apresenta nos dias atuais parece ser baseada apenas no ter, fazer e adquirir. O ser humano parece viver um momento onde a posse das coisas é mais importante e estimulada perante a grande maioria das pessoas do que conquistas e desejos internos. Muitos relacionamentos podem funcionar nesta base, onde a percepção do outro pode estar vinculada ao que ele proporciona em termos de aparência e não em suas verdadeiras contribuições emocionais.

Por Contardo Calligaris1

Segurança ou liberdade?

PASSEI A SEMANA em Nova York e devorei "Só Garotos" (Companhia das Letras), o livro em que Patti Smith, poetisa, artista e roqueira, conta a história de seu amor por Robert Mapplethorpe, desde o encontro dos dois no parque de Tompkins Square, em 1967, até a morte do artista e fotógrafo, 20 anos depois, de Aids.

A leitura conjurou fantasmas de meu passado: como Smith e Mapplethorpe, fui jovem no fim dos anos 60 -e um tempo em Nova York. Vestindo jeans pata-de-elefante e uma jaqueta militar surrada, errei do Brooklyn ao Lower East Side de Manhattan, frequentei o parque de diversões de Coney Island e os inferninhos da rua 42 ao redor de Times Square. Talvez Smith amenize um pouco os fatos, para proteger a imagem de Mapplethorpe, ou talvez minhas extravagâncias passadas pareçam maiores do que foram (sempre idealizamos nossa rebeldia).

Em nosso último encontro contamos com a presença de Juliana Breda (fotos logo abaixo), aluna da EPP e membro do Instituto Sándor Ferenczi. Em sua palestra "Psicanálise e Sexualidade" forão abordados aspectos como: satisfação, prazer, libido e diversidade sexual. Confira as fotos abaixo.

(Foto: #Diagramativo)

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(Foto: #Diagramativo)

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