A Escola Paulista de Psicanálise-EPP possui um canal de Atendimento Social.

Este serviço visa levar a psicanálise à população que não consegue ter acesso a mesma. O atendimento é realizado pelos alunos que estão no último ano do Programa de Formação em Psicanálise. Ao longo de 20 sessões é identificada a principal demanda do interessado onde o mesmo pode explorar suas angústias e sofrimentos.

Atualmente o atendimento é disponibilizado na modalidade on-line em diversos horários/dias da semana.

O Programa de Atendimento Social possui capacidade limitada e a ordem de liberação dos atendimentos depende da compatibilidade dos horários disponibilizados pelos analistas x interessados.

Para fazer sua inscrição clique no link abaixo:
http://www.apsicanalise.com/index.php/component/content/article/2-uncategorised/24-inscricao-clinica-psicanalise

Este livro é o primeiro de dois volumes de uma coletânea de ensaios dedicados a desenvolvimentos da psicanálise baseados na obra de Melanie Klein.

Na sua introdução a autora examina o desenvolvimento de conceitos de Klein realizado pelos seus colegas e seguidores ingleses durante os últimos trinta anos, aprofundando de forma esquemática alguns dos principais temas dos seus trabalhos.

Você poderá adquiri-lo em: http://www.martinsfontespaulista.com.br/melanie-klein-hoje-vol1-103992.aspx/p

Por Ale Esclapes1

"A maioria das mulheres não se casariam com homens gordos", diz estudo.

Pesquisa do Hospital do Coração mostra que homens da classe "A" são os que mais rejeitam união com mulher obesa.

"Na avaliação de 81% dos entrevistados, o excesso de peso também interfere no sucesso profissional".

Essa foi a matéria de capa do caderno cotidiano da Folha de São Paulo. Somos preconceituosos com os obesos. Fiquei meio perdido com isso.

Explico: vamos supor que refizéssemos a matéria: maioria não casaria com quem tem câncer terminal. Será que pareceria estranho?

Ou ainda: maioria não casaria com quem tem doença degenerativa, soaria tão estranho assim? O que é mesmo preconceito na MÍDIA?


Por Luiz Felipe Pondé1

O pessimismo dá um tom de profundidade. A melancolia sempre foi chique. Só gente superficial é otimista

Estamos num momento pessimista no Brasil. Falta água, falta luz, sobra corrupto e a economia vai mal. A presidente parece uma deprimida furiosa e os seus aliados diretos são Fred Mercury e Pepe Legal.

O pessimismo é mortal numa economia de mercado, por isso os deprimidos de Brasília tentam desesperadamente dizer para nós, que pagamos a conta da bandalheira, que tudo está bem nos trópicos.

O mundo nunca foi tão violento! Fuzilamentos em Paris, cabeças cortadas na Síria, meninas assassinadas na África.

Não creio que o mundo esteja pior, ele sempre foi ruim. Agora temos TV a cabo e internet. Sabemos mais de tudo. Depois da Segunda Guerra Mundial, ficamos viciados em acreditar que tudo seria um paraíso a partir de 1945, um parque temático de direitos e férias. Doce ilusão.



É com grande prazer que convidamos a todos para o lançamento do livro "O Ser Adoecido - Crônicas da Agonia" - Editora Pontes.

Médico e psicanalista, o Prof. Dr. André Marroig é graduado em medicina pela Univ. do Rio de Janeiro e Pós-graduado em Medicina Familiar pela UNICAMP. Possui formação em psicanálise pela Escola Paulista de Psicanálise-EPP e atualmente faz parte do projeto "Limite, Sem Limites", no qual trabalha como Coordenador. 

O autor receberá a todos os convidados para um bate-papo e logo após autografará todos os exemplares adquiridos.

Data/ Horário: 25/02/2015 às 19:00hs.

Local: Galpão dos Livros: Rua Alberto de Salvo, 201 - Barão Geraldo, Campinas - SP - Tel.:(19) 3289-2044)

Público Alvo: Evento gratuito e aberto ao público em geral com entrada franca.

Outras publicações: Onde oi que eu errei? e Continuio Errando?

Por Pe. Ernani Maia dos Reis¹

 

Algumas palestras tiveram, como pano de fundo, um dos acontecimentos mais perversos da história humana: o holocausto dos judeus representado em Auschwitz. Ora, “a violência como sintoma da contemporaneidade” está evidente nesse massacre, pondo fim ao sonho de que, em tempos de tantos progressos, a ciência poderia elevar o patamar moral e ético da humanidade. Auschwitz foi uma fábrica de destruição humana, transformando homens em não-homens. Perversa, justamente por transformar o ser humano em objeto e, este, facilmente descartável. Sem dúvidas, essa perversão que transforma o outro em objeto é uma grande “parte obscura de nós mesmos”.  Existe um convite à compreensão da perversão, já que o sofrimento não compreendido é pior que o sofrimento em si; acabar com ela é uma ilusão.

Fernanda Nascimento1

Sentimentos

Apesar de frequentemente negada, a inveja é um sentimento que surge desde a infância e que deverá ser elaborada durante a maturação do indivíduo Fernanda Nascimento1.

A sociedade que se apresenta nos dias atuais parece ser baseada apenas no ter, fazer e adquirir. O ser humano parece viver um momento onde a posse das coisas é mais importante e estimulada perante a grande maioria das pessoas do que conquistas e desejos internos. Muitos relacionamentos podem funcionar nesta base, onde a percepção do outro pode estar vinculada ao que ele proporciona em termos de aparência e não em suas verdadeiras contribuições emocionais.

Por Alê Esclapes1

O trabalho desenvolvido por Bion pode ser dividido em três ou quatro fazes, variando de acordo com o estudioso. Em uma primeira fase Bion vai de debruçar sobre as questões kleinianas de identificação projetiva e o pensamento esquizofrênico. Em uma segunda fase Bion mantém o seu objeto de estudo, mas muda o seu enfoque, se tornando mais “bioniano” que “kleiniano”, ainda que todos os elementos desse possam ser vislumbrados sem nenhuma dificuldade naquele. Uma tentativa de sistematização quase que matemática (o que lembra Lacan) da psicanálise é tentada por Bion. Numa terceira fase, mais amadurecida e já ciente que essa tentativa não teria o sucesso pretendido, Bion vai abandonando lentamente o modelo matemático.

Em uma quarta fase Bion se mostra mais “místico”, mais “holístico” em suas proposições. Não se deve aqui de forma alguma confundir o termo místico com modas e tendências da “nova era”. Bion vai encontrar algumas respostas a suas perguntas em São João da Cruz e Santa Edith Stein. Outro pensamento que sempre permeou o seu trabalho foi o pensamento Zen Budista, sendo nesse último que pretendo escrever, ou melhor dizendo, falar sobre onde podemos encontrar elementos Zen Budistas no pensamento de Bion.

Por Marcelo Manzano1

A terapia breve de orientação psicanalítica vêm se formando e nascendo desde quando Freud realizou tratamentos de curta duração, que ainda que fossem uma excessão, existiram. Ferenczi, por exemplo, realizou duas análises com Freud: três semanas em 1914 e mais três então com duas sessões ao dia, em 1916. Com o tempo, as terapias tornaram-se mais longas.

Por volta de 1920, a questão central para os psicanalistas era a reação terapêutica negativa, uma reação paradoxal ao tratamento, constituída por um agravamento dos sintomas, em vez da melhora esperada. É nesse momento que Freud modifica sua concepção de conflito entre a pulsão sexual e a pulsão de autoconservação e introduz a noção de compulsão à repetição . Enquanto Freud, ao enfrentar resistências dos pacientes, propunha um aprofundamento da metapsicologia, Ferenczi preocupava-se com a práxis, com o estudo da relação terapêutica e com a contratransferência. Freud pretendia que seu arcabouço teórico fosse reconhecido como científico e não como técnica psicoterápica, considerada subjetiva, enquanto Ferenczi priorizava orientação psicoterapêutica. Para ele, a questão principal não seriam as lembranças, ou as construções em análise, mas a vivência dos conflitos do cliente na relação transferencial. Ferenczi acreditava que essa abordagem poderia encurtar o tempo da terapia, porque a rememoração do infantil não seria obrigatória em todos os seus detalhes.

Por Sérgio Rossoni1

O principal instrumento do psicanalista é a interpretação com base teórica de referência existencial inconsciente. “No tratamento, comunicação feita ao sujeito, visando-lhe dar-lhe acesso a esse sentido latente, segundo as regras determinadas pela direção e evolução do tratamento”(Laplanche e Pontalis – Interpretação – página 245 – Dicionário da Psicanálise – 4º ed. - São Paulo – Martins Fontes).

Espera-se através da interpretação do analista que o paciente obtenha “insights” que promovam uma nova posição diante de situações passadas, revividas na atualidade através do processo transferêncial.

Além da interpretação, outras ferramentas utilizadas pelo psicanalista visando promover elaborações/insights no paciente são o apoio, a sugestão, e o manejo.Etchengoyen destaca três dos instrumentos mais importantes utilizados na Psicoterapia: Informação, o esclarecimento e a interpretação.

Por André Marroig, Janete Villella, Mônica Zappa, Estela Maria Ribeiro, Ana Renata W S Mendes, Maria Auxiliadora Gomes Garantizado1

O tema da conferência do Pondé, o “Ser Adoecido”, parece ser um tema extremamente atual, porém já mostrava-se como uma preocupação desde a Grécia antiga. Pondé volta a Sócrates e Platão, para em seguida mostrar os dois caminhos seguidos pela filosofia: um acreditando em uma humanidade cheia de potencial, e capacidade de assumir seu lugar na plenitude, e um outro caminho, bem mais pessimista, que vê a humanidade como algo que já dera errado, e que o projeto eugênico por si só, já fora frustrado. Ele navega pelas raízes da língua grega e suas derivações latinas, mostrando como palavras que a primeira vista parecem tão opostas em sentido, na verdade possuem origem comum.

Por Ale Esclapes1

Paira no ar uma insustentável obrigação de sermos felizes, o tempo todo. Ela nos intoxica como um gás que faz sofrer lentamente, e tem como o corolário da falta de ar a depressão. O sentimento de depressão, tão comumente associado a uma doença, faz parte sim do repertório de emoções de todo e qualquer ser humano. O sentimento de depressão é o sentimento que temos quando alguma ilusão que acreditamos ser verdade morre.

Quando descobrimos que o mundo existia antes de nós, que não somos o centro da casa, e que aqueles que chamamos de nosso, na verdade não nos pertence, nos deprimimos.

Quando descobrimos que não somos autossuficientes, que somos seres dependentes e desamparados, que precisamos dos outros para as suprir nossas condições mais básicas, nos deprimimos.

Por Walter Fajardo1

Freud parte da idéia de uma cadeia de neurônios. Imaginava também que, percorrendo esses neurônios, teria já dentro dele uma coisa chamada de quantum, um quantum de energia ou simplesmente “Q”. Não se sabe se seria uma carga elétrica ou outro tipo específico de energia. Mas sabe-se que sua manifestação, ou produção, tem relação direta com os estímulos, ou seja, para Freud, os estímulos seriam prováveis produtores de “Q”.

Os neurônios seriam os veículos condutores desse quantum , desse “Q”. Portanto, por eles passam esses quantuns. Processo pelo qual será denominado de catexia (concentração de todas as energias mentais sobre uma representação bem precisa, um conteúdo mnésico, uma seqüência de pensamentos ou encadeamento de atos; catexe, investimento. Huais, 2011). Também Zé usa o termo investimento.

Por Alê Esclapes1

Durante muito tempo a homossexualidade foi entendida como uma perversão do ponto de vista da psicanálise, e talvez ainda hoje alguns teóricos tenham essa visão. Mas isso ainda é uma interpretação da lógica freudiana baseada na noção pênis com vagina contida nos “Três ensaios da sexualidade” – uma visão no mínio discutível.

Se olharmos a própria lógica dos conceitos psicanalíticos veremos que na formação do superego reside uma diferença fundamental entre esses conceitos – a dinâmica super-egóica nas perversões é muito diferente que na homossexualidade. Por sua vez, não se pode apontar uma diferença dinâmica entre a homossexualidade e a heterossexualidade no que tange ao superego.

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