Por Ale Esclapes1

Melanie Klein foi uma das maiores psicanalistas da história. Seguidora de Freud, com genialidade e amor à verdade erigiu uma escola com pensamentos próprios e distintos. Como disse uma amiga, quando Klein em 1935 insistia que era uma freudiana: "agora já é tarde - você é uma Kleiniana."

Suas teorias vieram de seus trabalhos com crianças, o que possibilitou a investigação psicanalítica dos primeiros meses de vida, abrindo as portas para o tratamento de pacientes psicóticos. Outros desenvolvimentos se seguiram à psicanálise de crianças, como o estudo dos estados maníaco depressivos, a identificação projetiva como defesa do ego, e a inveja primária na consituição da personalidade. Sua teoria das posições depressiva e esquizoparanóides são a primeira grande sistematização da teoria psicanalítica.

Por Sérgio Rossoni1

Classe de neuroses que apresentam quadros clínicos muito variados. As duas formas sintomáticas mais bem identificadas são a histeria de conversão, em que o conflito psíquico vem simbolizar-se nos sintomas corporais mais diversos, paroxísticos ou mais duradouros, e a histeria de angustia, em que a angustia é fixada de modo mais ou menos estável neste ou naquele objeto exterior (fobias). Pretende-se encontrar a especificidade da histeria na predominância de um certo tipo de identificação e de certos mecanismos (particularmente o recalque, muitas vezes manifesto), e no aflorar do conflito edipiano que se desenrola principalmente nos registros libidinais fálico e oral”. – Laplanche e Pontalis – pg 211 – Vocabulário de Psicanálise.

Por Ale Esclapes1

A teoria psicanalítica é estruturada por Sigmund Freud, assim seu nome é hoje conhecido pela maioria.Nascido em 6 de maio de 1856 em uma pequena vila morávia de Freiberg que foi anexada pela Tchecoslováquia, migrou para Viena ainda criança, por esse motivo muitas vezes é chamado de austríaco. Filho de Jacob Freud e de sua terceira mulher Amalie Nathanson (1835-1930). Seu nome de batismo segundo a bíblia da família é “Sigismund Schlomo”, nunca tendo utilizado o Schlomo e adotando desde sua entrada para universidade em 1873 o nome de Sigmund.

Neste encontro Zilton F. Salgado analisou "A Transsexualidade nos Anúncios de Cinema" ao longo dos últimos 50 anos.

O evento ocorreu em 19/09/2014 às 19:30hs no Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista - São Paulo/SP. 

Av. Paulista, 509, (ao lado do metrô Brigadeiro) São Paulo/SP (evento gratuito e aberto ao público em geral com entrada franca).

(Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)



(Foto: #Diagramativo)

 

Luiz Felipe Pondé1

Estudar, contemplar, trabalhar. Um ato alimenta o outro, e os três formam o espírito.

Fala-se muito de como o "Primeiro Mundo é isso e aquilo". Acho isso papo de vira-lata. Toda vez que você ouvir alguém falando que a Europa "é outra coisa", você está diante de um vira-lata rondando a lata de lixo dos outros. A mesma coisa vale para os EUA, ainda que, nesse caso, vira-latas de esquerda jamais elogiem os EUA, mesmo que comprem iPads lá.

Mas independentemente dessa breguice de vira-lata querendo fingir que entende de vinhos, há um detalhe na vida europeia e norte-americana que vale a pena discutir: a vida doméstica e suas tarefas.

Por Ale Esclapes1

"A maioria das mulheres não se casariam com homens gordos", diz estudo.

Pesquisa do Hospital do Coração mostra que homens da classe "A" são os que mais rejeitam união com mulher obesa.

"Na avaliação de 81% dos entrevistados, o excesso de peso também interfere no sucesso profissional".

Essa foi a matéria de capa do caderno cotidiano da Folha de São Paulo. Somos preconceituosos com os obesos. Fiquei meio perdido com isso.

Explico: vamos supor que refizéssemos a matéria: maioria não casaria com quem tem câncer terminal. Será que pareceria estranho?

Ou ainda: maioria não casaria com quem tem doença degenerativa, soaria tão estranho assim? O que é mesmo preconceito na MÍDIA?

Por Fernanda Nascimento1

Seja em proporções “normais”ou destoantes, atos perversos sempre foram cometidos ao longo da história da humanidade

“O que mais aumenta a indignação contra o sofrimento não é o sofrimento em si, mas a falta de lógica do sofrimento.” Friedrich Nietzsche

A sociedade atual busca de forma incessante uma vida tranquila, uma vida dita feliz. Portanto, há uma preocupação em alcançar a perfeição, que por si só já seria uma ilusão. No entanto, segundo Roudinesco em seu livro A parte obscura de nós mesmos, há uma tentativa fantasiosa de acabar completamente com as perversidades e acrescenta uma reflexão de que esse desejo ilusório pode fazer com que a própria sociedade se aproxime das perversidades que busca extinguir.

Por Sérgio Rossoni1

NÃO SOU BEM RESOLVIDO, tenho muitos preconceitos. Um deles é contra a classe média.

Além disso, sou cheio de maus hábitos: charutos, cachimbos, álcool, comida com sangue e não ando de bike. Para mim, o vício e a culpa são o centro da vida moral.

Enfim, não sou uma pessoa muito saudável. Por isso, não sou de confiança. Mas não pense que sofro do fígado; sou apenas um fraco.

Fernanda Nascimento1

Sentimentos

Apesar de frequentemente negada, a inveja é um sentimento que surge desde a infância e que deverá ser elaborada durante a maturação do indivíduo Fernanda Nascimento1.

A sociedade que se apresenta nos dias atuais parece ser baseada apenas no ter, fazer e adquirir. O ser humano parece viver um momento onde a posse das coisas é mais importante e estimulada perante a grande maioria das pessoas do que conquistas e desejos internos. Muitos relacionamentos podem funcionar nesta base, onde a percepção do outro pode estar vinculada ao que ele proporciona em termos de aparência e não em suas verdadeiras contribuições emocionais.

Por Contardo Calligaris1

Segurança ou liberdade?

PASSEI A SEMANA em Nova York e devorei "Só Garotos" (Companhia das Letras), o livro em que Patti Smith, poetisa, artista e roqueira, conta a história de seu amor por Robert Mapplethorpe, desde o encontro dos dois no parque de Tompkins Square, em 1967, até a morte do artista e fotógrafo, 20 anos depois, de Aids.

A leitura conjurou fantasmas de meu passado: como Smith e Mapplethorpe, fui jovem no fim dos anos 60 -e um tempo em Nova York. Vestindo jeans pata-de-elefante e uma jaqueta militar surrada, errei do Brooklyn ao Lower East Side de Manhattan, frequentei o parque de diversões de Coney Island e os inferninhos da rua 42 ao redor de Times Square. Talvez Smith amenize um pouco os fatos, para proteger a imagem de Mapplethorpe, ou talvez minhas extravagâncias passadas pareçam maiores do que foram (sempre idealizamos nossa rebeldia).

Em nosso último encontro contamos com a presença de Juliana Breda (fotos logo abaixo), aluna da EPP e membro do Instituto Sándor Ferenczi. Em sua palestra "Psicanálise e Sexualidade" forão abordados aspectos como: satisfação, prazer, libido e diversidade sexual. Confira as fotos abaixo.

(Foto: #Diagramativo)

 (Foto: #Diagramativo)

 (Foto: #Diagramativo)

(Foto: #Diagramativo)

Por Sérgio Rossoni1

“A atividade interpretativa do psicanalista leva aos insights do analisando, sendo que a lenta elaboração dos mesmos é que irá possibi litar a obtenção de mudanças psíquicas, obje tivo maior de qualquer análise”ZIMERMAN, DAVID E. Manual de Técnica Psicanalítica Porto Alegre: Artmed, 2004. (Capítulo 18)

Zimerman classifica os insights em: intelectivo; cognitivo (clara tomada de conhecimento, por parte do paciente, de atitudes e características suas que até então estavam egossintônicas); afetivo (a cognição, muito mais do que uma mera intelectualização, passa a ser acompanha da por vivências afetivas, tanto as atuais quan to as evocativas, possibilitando o estabeleci mento de correlações entre elas; reflexivo(insightins titui-se a partir das inquietações que foram pro movidas pelo insight afetivo, as quais levam o analisando a refletir, a se fazer indagações e a estabelecer correlações entre os paradoxos e as contradições de seus sentimentos, pensa mentos, atitudes e valores;  pragmático (uma bem-sucedida elaboração dos insights obtidos pelo paciente, ou seja, as suas mudanças psíquicas, deve necessariamente ser traduzida na praxisde sua vida real exterior, assim que a mesma esteja sob o controle de seu ego consciente, com a respectiva assunção da responsabilidade pelos seus atos. 


Por Luiz Felipe Pondé1

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá.

Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. O mundo faz mais sentido quando ele economiza US$10. E o pior é que, neste mundo em que vivemos, faz mesmo sentido. Qualquer outra forma de sentido parece custar muito mais do que US$ 10.

Por Tatiana Mestriner Costa¹

Há várias razões que levam um casal à adoção. Contudo, indepedente de qual seja o motivo (infertilidade, baixa fertilidade, etc), é importante que o casal e cada indivíduo faça um luto pelo filho biológio, ou seja,  cada um dos cônjuges que quer adotar uma criança  precisa abrir mão desse sonho comum, de um  filho que tenha  características suas  e características das suas famílias respectivas.

O filho adotivo não vem de fora, deve vir de dentro, é o filho que  é “gestado” no psiquismo de seus novos pais.

Como vimos em Winnicott a família é a reunião entre um casal mais uma criança. A existência e a preservação de uma atmosfera familiar resultam do relacionamento entre os pais no contexto social em que vivem. Os pais precisam dos filhos para desenvolver seu relacionamento.

Existe uma fantasia consciente ou inconsciente dos pais e para que não haja a desintegração familiar  é importante que cada um dos cônjuges  faça um  luto pela impossibilidade de dar ao parceiro o fruto do amor que os une e/ou por ficar em dívida com seu cônjuge, caso este esteja abrindo mão de gerar ou gestar.

Os casais que adotam crianças sabem como essas são capazes de preencher uma lacuna nas necessidades imaginativas que se originam no casamento.

Ocorre que na maioria das vezes,  antes de decidirem pela adoção, os casais inférteis já fizeram inumeras tentativas infrutíferas em  clínicas de reprodução humana, o que lhes custou  tempo, dinheiro e sofrimento. Esse processo vivido muitas vezes acaba dificultando  o trabalho do luto pela criança biológica.

Pagina 1 de 11